Claro, Oi e TIM: velhas conhecidas do Procon-SP

Useiras e vezeiras – A proibição de vendas de novas linhas de três das maiores operadoras móveis pegou o Brasil de surpresa. No entanto, uma consulta à lista de reclamações gerais do Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) dos últimos três anos revela que a insatisfação não vem de hoje.

Em 2009, a TIM apareceu no 5º lugar do ranking geral, depois foi para o 13º em 2010 e voltou à quinta posição no ano passado. A Claro aparece colada à concorrente, respectivamente na 6ª colocação, 5ª e 17ª em 2011. A Oi, por sua vez, manteve-se em 11º lugar em 2009 e 2010 e desceu para o 7º lugar na avaliação feita no ano passado.

Ação

Proibidas de vender chips para celulares em vários estados, as operadoras TIM e Claro querem conversar com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O veto foi comunicado nessa quarta-feira em decorrência da má qualidade do serviço prestado. A suspensão vale a partir da próxima segunda-feira e inclui a Oi; a Vivo é a única a escapar da medida, embora deva apresentar proposta de melhorias.

Executivos da Claro, punida em três estados – incluindo São Paulo – e da TIM, afetada em 19 estados, têm encontro marcado nesta quinta-feira com o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Bruno Ramos. Após o anúncio das medidas, Ramos recomendou que as empresas procurassem a Agência com urgência para apresentar planos de investimentos a fim de resolver as reclamações dos usuários.

Para Cezar Alvarez, ministro interino das Comunicações, a medida restritiva é extrema mas necessária. O governo espera que, antes mesmo do prazo de 30 dias estipulado pela Anatel, as empresas apresentem ações para melhorar os serviços. “Pelo que eu observei hoje, nas redes sociais, os consumidores estão apreensivos, mas estão exultantes, porque sabem que, para o serviço voltar, vai ter que voltar melhor”. (Do AdNews)