PT mantém ex-assessor pedófilo de Gleisi Hoffmann filiado ao partido após cinco meses de prisão

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eduardo_gaievski_21Prelazia do crime – Nada abala a solidariedade do PT a Eduardo Gaievski, ex-assessor pedófilo de Gleisi Hoffmann e acusado de praticar 26 estupros contra menores (17 contra vulneráveis, menores de 14 anos). Mesmo após cinco meses de prisão e do surgimento de novas denúncias, outras vítimas e escabrosos detalhes adicionais (como o de ter feito sexo oral com uma menina de cinco anos). Gaievski continua contando com apoio incondicional do PT, conforme pode ser comprovado por certidão emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral. O monstro da Casa Civil continua filiado ao Partido dos Trabalhadores.

O presidente do PT do Paraná, deputado estadual Enio Verri (à direita na foto), desdenha a avalanche de provas contra Gaievski. “Ele foi acusado, não foi condenado. No partido não podemos condenar as pessoas antes da Justiça”.

Verri também prefere ignorar a possibilidade de o escândalo Gaievski causar embaraços à candidatura da companheira Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná, em 2014. A ainda ministra ignorou que Gaievski era investigado há três anos pelo Ministério Público do Paraná por múltiplos estupros de crianças e o levou a Brasília para cuidar das políticas do governo federal relativas a menores.

Segundo Enio Verri, esse cenário de crimes e omissões não tem importância alguma. “Será igual ao Mensalão, porque vão tentar ressuscitar isso [o caso Gaievski], mas são águas passadas. A Gleisi foi vítima dos fatos, não sabia de nada e não tem nada a ver com o caso”.

Escolhas desastradas e comportamento pessoal questionável têm levado o PT do Paraná a bordejar, com frequência muito além do razoável, o noticiário policial. O último escorregão da dupla Gleisi-Verri se deu na escolha de Gláudio Renato de Lima para tesoureiro do PT do Paraná. Gláudio foi indicado por Gleisi e chancelado por Enio Verri.

Ex-vereador e integrante da tropa de choque de Gleisi Hoffmann no Paraná, Gláudio foi condenado, em 2012, à prisão por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e concussão, juntamente com outros sete companheiros. A sentença de 9 anos e 10 meses de prisão é do juiz 3ª Vara Criminal, Katsujo Nakadomari.