Na barafunda chamada Brasil, restos mortais de Mané Garrincha, “a alegria do povo”, desaparecem

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Há pouco mais de 34 anos, exatamente em 20 de janeiro de 1983, morria Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, um dos nomes maiores do futebol brasileiro de todos os tempos.

Conhecido como o “anjo das pernas tortas”, Garrincha teve uma despedida digna de herói no Estádio Jornalista Mário Filho, o outrora lendário Maracanã, hoje entregue aos escândalos de corrupção que chacoalham o Brasil em todos os seus quadrantes.

No país cuja memória é simplesmente ignorada, a lenda Mané Garrincha não escaparia ileso dessa triste realidade. Sem que alguém consiga explicar as razões, os restos mortais de Garrincha desapareceram. Sepultado no jazigo da família em um cemitério do Rio de Janeiro, o corpo foi posteriormente exumado. Os ossos daquele que foi um furor na vida de zagueiros e laterais, até porque seus dribles eram desconcertantes, não foram guardados no local destinado para tal fim.

De acordo com o jornal “Extra”, o sumiço dos restos mortais de Mané Garrincha só foi descoberto, por acaso, o prefeito de Magé, cidade do Rio de Janeiro, quis prestar mais uma homenagem a jogador que também era conhecido como “a alegria do povo”.


Tentando encontrar o local exato da sepultura de Garrincha, o prefeito rapidamente percebeu que havia algo errado. Indignada, a família do jogador reagiu. “O meu pai não merecia isso”, afirmou uma das filhas de Garrincha.

A família de Mané Garrincha sempre se opôs ao traslado dos restos mortais do atleta que encantou multidões. Entretanto, o prefeito de Magé já se ofereceu para exumar vários corpos daquele cemitério e realizar exames de DNA para descobrir se algum deles é do jogador.

Em 1985, o então prefeito de Magé ordenou a construção de um mausoléu para o lendário jogador, mas a família nunca quis que os restos mortais fossem levados para a cidade. Garrincha fez carreira no Botafogo, o clube da estrela solitária, após ter sido barrado por Fluminense, Vasco da Gama e Flamengo.

Ao lado de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, Garrincha foi bicampeão mundial de futebol: 1958 (Suécia) e 1962 (Chile). Com Mané Garrincha em campo, a seleção brasileira não perdeu uma partida sequer. Foram 52 vitórias e apenas sete empates.

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