Covarde, Trump quebra o silêncio e condena racismo e supremacistas brancos após pressão popular

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(E. Vucci – AP Photo)

Presidente dos Estados Unidos, o estabanado Donald Trump precisou de 72 horas para se manifestar contra os supremacistas brancos que promoveram no último final de semana mais um espetáculo de intolerância e xenofobia, apenas porque creem pertencer a uma raça superior, pensamento típico do nazismo, que defendia a supremacia ariana.

Em meio a críticas e pressão da opinião pública, Trump finalmente posicionou-se de forma clara, na segunda-feira (14), contra os supremacistas brancos. Na Casa Branca, o republicano afirmou que neonazistas e a Ku Klux Klan são criminosos.

“O racismo é mau e todos aqueles que promovem a violência em seu nome são criminosos, incluindo a KKK, neonazistas, supremacistas brancos e outros grupos que são repugnantes para tudo que defendemos como americanos”, declarou Trump, que não tem moral para falar condenar os racistas, até porque pensa e age como tal.

“Condenamos da forma mais enfática possível essa demonstração monstruosa de ódio, preconceito e violência. Não há lugar para isso nos Estados Unidos. Não importa a cor da nossa pele, todos vivemos sob as mesmas leis. Todos reverenciamos a mesma bandeira. E todos somos feitos pelo mesmo Deus todo-poderoso”, o mandatário norte-americano.

As declarações foram dadas dois dias depois de uma marcha de extremistas de direita em Charlottesville, no estado da Virgínia, que deixou um morto e mais de 20 feridos. Trump foi duramente criticado por democratas e republicanos após dar uma declaração vaga sobre o incidente, sem citar expressamente os supremacistas brancos que haviam convocado a marcha.

A retórica presidencial levou um porta-voz da Casa Branca a tentar aplacar as críticas ao dizer que, quando condenou a violência, Trump também se referia a “supremacistas brancos, KKK, neonazistas e todos os grupos extremistas”. Apesar da pressão, o presidente dos EUA mantinha-se em silêncio depois da primeira declaração.

Na segunda-feira, Trump reuniu-se em Washington com o procurador-geral, Jeff Sessions, e com o diretor do FBI, Christopher Wray, para tratar do ataque de Charlottesville. Depois do encontro, prometeu que todos que agiram criminosamente durante a marcha serão responsabilizados dentro da lei.


“Condenamos da maneira mais enfática este flagrante de exibição do ódio, fanatismo e violência”, destacou aos jornalistas que acompanharam o discurso na Casa Branca.

Antes do pronunciamento de Trump, o procurador-geral afirmou à emissora de televisão ABC que o ataque do último sábado (12) em Charlottesville cumpre os preceitos legais para ser considerado “terrorismo doméstico”, o que é extremamente grave. Contudo, o presidente evitou usar esse termo na declaração.

A cidade universitária de cerca de 50 mil habitantes na Virgínia, a apenas 200 quilômetros de Washington, foi tomada pelo caos no último sábado em meio a violentos choques provocados pela marcha de supremacistas brancos. Um motorista investiu contra um grupo de manifestantes pacifistas depois que a passeata fora cancelada pelas autoridades. Como consequência, uma mulher de 32 anos morreu e outras 20 pessoas sofreram ferimentos de distintas gravidades.

Além disso, dois agentes da polícia estatal da Virgínia morreram na queda do helicóptero com o qual estavam ajudando nos trabalhos de vigilância para proteger a segurança na cidade.

A marcha supremacista foi convocada para contestar a decisão de Charlottesville de remover a estátua do general Robert E. Lee de um parque no centro da cidade, considerado atualmente um símbolo da defesa da escravatura e do racismo.

Para quem abusou da xenofobia ao barrar a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de seis países majoritariamente islâmicos, sob a alegação de que a América corria riscos, Donald Trump tem se mostrado covarde diante de um cenário marcado pelo “terrorismo doméstico”.

Quando o presidente dos EUA anunciou medidas restritivas a cidadãos muçulmanos, o UCHO.INFO afirmou que o perigo maior dos Estados Unidos estava dentro do próprio país. A postura titubeante de Trump em relação ao triste e deplorável episódio de Charlottesville resulta do fato de que os responsáveis pela marcha supremacista são seus apoiadores. E há quem diga que Donald Trump é a salvação do universo. (Com agências internacionais)

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