Viés eleitoreiro à parte, pesquisa mostra que intervenção no RJ é aprovada por 74% da população

Muito se fala a respeito do viés eleitoreiro da decisão do presidente da República de intervir na segurança pública do Rio de Janeiro, mas Michel Temer nega a intenção de tentar novo mandato. Mesmo assim, se isso acontecer nada há de errado, até porque isso faz parte da política.

O que temos visto no País desde o anúncio da intervenção é um show de hipocrisia, como se políticos não pensassem na reeleição desde o primeiro dia de um novo mandato. Esse comportamento é inerente ao poder e quem nele está não deseja abandoná-lo, apesar de alguns fazerem isso com rara frequência.

Intenção de se reeleger à parte, o que é legítimo no caso de Temer, não se pode ignorar a situação caótica que tomou conta do Rio de Janeiro, um dos mais importantes estados da federação. Com o crime organizado dando ordens aos bolhões e patrocinando muitos tiroteios diários, a população passou fluminense a viver sob o manto do medo.


É fato que a intervenção federal por si só não resolverá o problema da segurança pública fluminense, pois a adoção de políticas sociais é mais que necessária, mas era preciso conter a escalada do crime. Não importa o quanto os contrários à medida disparem críticas na direção do palácio do Planalto, pois a população aguardava alguma ação que pudesse frear a criminalidade.

Para se ter ideia do caos que se instalou no Rio de Janeiro, uma pesquisa realizada pelo instituto Paraná Pesquisas mostra elevado índice de aprovação da intervenção no Rio de Janeiro. Segundo o instituto, 74,1% dos entrevistados são a favor da intervenção, enquanto 20,5% são contra e 5,4% não sabem ou não opinaram.

Considerando que o problema da segurança pública é nacional, a pesquisa trouxe números parecidos a respeito de eventual intervenção na cidade do entrevistado. De acordo com o levantamento do Paraná Pesquisas, 67,6% é favorável a intervenção na própria cidade, 27,6% contra e 4,8% não sabe ou não responderam.

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