Reprovado duas vezes em concurso para juiz de primeiro grau, Toffoli é eleito presidente do STF

O ministro José Antonio Dias Toffoli foi eleito nesta quarta-feira (8) para ocupar o cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de 13 de setembro, em substituição à ministra Cármen Lúcia, no comando da Corte há dois anos.

A votação ocorreu de maneira simbólica, pois Toffoli é o atual vice-presidente do STF e, de acordo com o regimento interno, já ocuparia o cargo. O novo vice-presidente será o ministro Luiz Fux. Após a votação, Dias Toffoli agradeceu aos colegas ministros e disse que terá grandes desafios à frente do tribunal e do Judiciário brasileiro.

“A responsabilidade neste encargo é enorme, os desafios são gigantescos, mas, se por um lado, temos essa dificuldade, até pela gestão tranquila e firme que Vossa Excelência [ministra Cármen Lúcia] teve nestes dois anos tão difíceis pela nação brasileira, com tantas demandas chegando a este STF e ao Conselho Nacional de Justiça, por outro lado, é muito facilitado”, disse Toffoli.


O discurso do próximo presidente do STF não causa impacto, pois ele terá pela frente algumas decisões difíceis a tomar, como, por exemplo, pautar julgamentos de interesse do PT, a quem serviu com devoção ideológica.

Toffoli tem 50 anos e foi nomeado para o STF em 2009 pelo então presidente Lula, que hoje cumpre pena de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Antes de chegar ao Supremo, na vaga do ministro Menezes de Direito, Toffoli foi, além de advogado de campanhas eleitorais do PT, subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil da Presidência (subordinado a José Dirceu) e advogado-geral da União.

O Judiciário brasileiro jamais viveu momento tão sui generis. Dias Toffoli está longe de ser uma ode ao conhecimento jurídico, como demonstra seu quase anoréxico currículo. Em 1994 e 1995, o ministro foi reprovado duas vezes em prova para juiz de primeiro grau, na fase de conhecimentos gerais de Direito.