Datafolha: Bolsonaro segue líder com 28%, sem oscilação, mas perde para adversários no 2º turno

Divulgada no início da noite desta sexta-feira (29), a mais recente pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial mostra, mais uma vez, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) na liderança com 28% de intenções de voto. Em segundo lugar aparece o petista Fernando Haddad, que em uma semana subiu seis pontos percentuais e agora tem 22% de intenções de voto. Isso mostra que Bolsonaro está cristalizado na liderança, enquanto Haddad avança. Ou seja, a polarização na disputa pela Presidência da República está consolidada entre a extrema direita e a extrema esquerda.

Em terceiro aparece o pedetista Ciro Gomes, que recuou dois pontos percentuais, agora com 11%, e Geraldo Alckmin, do PSDB, com 10% – na pesquisa anterior tinha 9%. Ambos, Ciro e Alckmin estão tecnicamente empatados. Marina Silva (Rede) caiu dois pontos e tem 5% das intenções de voto.

Em seguida estão João Amoêdo (Novo, 3%), Alvaro Dias (Podemos, 2%), Henrique Meirelles (MDB, 2%), Vera Lucia (PSTU, 1%), Guilherme Boulos (PSOL, 1%) e Cabo Daciolo (Patriota, 1%).

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro empata com Marina, mas perde para Alckmin, Haddad e Ciro. O pedetista é o que tem a maior margem nesta simulação, com 10 pontos de vantagem (48% a 38%).


Em um eventual segundo turno entre Haddad e Bolsonaro, o petista derrotaria o capitão por 45% a 39%. E tudo indica que os dois se enfrentarão na segunda volta da corrida ao Palácio do Planalto.

A rejeição de Jair Bolsonaro subiu de 43% para 46%, enquanto a de Haddad, de 29% para 32%. A rejeição do candidato do PSL segue forte entre as mulheres – 52% das eleitoras disseram que não votariam em Bolsonaro. Fernando Haddad é mais rejeitado pelos eleitores que ganham mais de dez salários mínimos (59%), nível superior (48%) e sexo masculino (39%).

Faltando menos de nove dias para o primeiro turno, a próxima semana será decisiva e marcada por intensa troca de farpas entre os candidatos, principalmente entre os que estão no pelotão de frente. Bolsonaro, que deve deixar o hospital no próximo domingo (30), não poderá participar de atos externos de campanha. Ou seja, ficará na dependência dos integrantes da campanha, que ultimamente têm lhe proporcionado dissabores.

O Datafolha entrevistou 9 mil eleitores em 343 cidades de quarta a sexta-feira. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para cima ou para baixo.