Acordo estranho e de última hora com Andrés Sanchez mantém presidente do Corinthians no cargo

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Um dos mais populares clubes do País, o Corinthians foi palco de um “pastelão” na noite desta segunda-feira (20), muito parecido com os conchavos que os brasileiros acostumaram-se a ver na política. Depois de muitas idas e vindas, situação e oposição chegaram a um acordo bisonho, o qual permitiu que Roberto de Andrade continue como presidente do alvinegro paulistano.

Andrade era alvo de um pedido de impeachment por supostamente ter assinado atas de reuniões com a construtora Odebrecht antes de tomar posse no cargo. O presidente corintiano nega a acusação, enquanto seus advogados alegam que o documento recebeu data anterior como forma de prejudicá-lo.

Por 183 votos contra e 81 a favor, além de um nulo e outro branco, o pedido de impeachment de Roberto de Andrade foi rejeitado, mas a oposição promete recorrer à Justiça. Após meses a fio de queda de braço com o grupo de Andrés Sanchez, ex-presidente do clube e líder do movimento “Renovação e Transparência”, que administra o clube de Parque São Jorge há uma década, Andrade cedeu à pressão e aceitou negociar.

No acordo ficou acertado que o grupo liderado por Sanchez, que atualmente cumpre mandato de deputado federal pelo PT, terá espaço na administração do Timão com direito a cargos na estrutura administrativa. Isso significa que Roberto de Andrade será uma espécie de Rainha da Inglaterra do Tatuapé, bairro da Zona Leste paulista onde está localizada a sede do clube.


Com o resultado da reunião do Conselho do Corinthians, Andrés Sanchez mantém o status de cartola mais influente do clube, o que lhe confere poder para aprovar qualquer projeto na esfera do Parque São Jorge.

Não se pode esquecer que a polêmica construção da Arena Corinthians foi viabilizada por Andrés Sanchez, com a ajuda do então presidente Lula, que é conselheiro vitalício do clube. A obra ficou a cargo da construtora Odebrecht, que é investigada na operação Lava-Jato e cujo grupo controlador negociou com as autoridades um explosivo acordo de colaboração premiada, com dirigentes e ex-executivos prestando depoimentos devastadores, ainda mantidos sob sigilo.

A Lava-Jato chegou à Arena Corinthians, mas estranhamente o assunto perdeu força. Pode ser esse o motivo da briga entre o presidente Roberto de Andrade e o grupo comandado por Andrés Sanchez, muito ligado ao “companheiro” Lula, que a essa altura dos acontecimentos precisa evitar ao máximo qualquer escândalo novo.

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