Apesar de recuo das taxas, juro médio do rotativo do cartão de crédito chega a incríveis 481% ao ano

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A taxa de juro do rotativo do cartão de crédito recuou em fevereiro e chegou a 481,5% ao ano, após atingir o recorde de 486,8% ao ano, em janeiro, informou nesta quarta-feira (29) o Banco Central (BC). O rotativo é o crédito tomado de forma automática quando o consumidor paga menos que o valor integral da fatura do cartão.

A taxa do crédito parcelado subiu 1,6 ponto percentual e ficou em 163,5% ao ano. Já a taxa do cheque especial caiu 1,3 ponto percentual, para 327% ao ano, de janeiro para fevereiro. A taxa média de juro para as famílias ficou em 73,2% ao ano, em fevereiro, com alta de 0,5 ponto percentual em relação a janeiro.

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas ficou em 5,9%, com queda de 0,1 ponto percentual. A taxa de inadimplência das empresas caiu 0,2 ponto percentual para 5,2%. A taxa média de juros cobrada das pessoas jurídicas caiu 0,1 ponto percentual para 28,7% ao ano.


No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a taxa de juros para pessoas físicas foi reduzida em 1,3 ponto percentual para 9,1% ao ano. A taxa cobrada das empresas caiu 1,6 ponto percentual para 10,9% ao ano. A inadimplência das famílias subiu 0,2 ponto percentual para 2% e das empresas aumentou 0,1 ponto percentual para 1,9%.

As taxas de juro praticadas no Brasil são proibitivas e criminosas, pois em pouco tempo transformam-se em armadilhas letais para aqueles que não sabem dosar o consumo e gerencias as próprias contas. É fato que as taxas cobradas por bancos e instituições financeiras têm diversos itens em sua composição, mas na comparação com a Selic chega a ser um escárnio.

É preciso que o governo atue com mais firmeza e determinação no mercado financeiro e de crédito, caso queira manter em voga o discurso de ajuste da economia e retomada do crescimento. O rombo adicional nas contas federais é fruto da queda no consumo. Esse movimento ascendente do consumo gera recuo na arrecadação tributária, que por sua vez provoca corte nos investimentos, que na sequência alimenta a crise. (Com informações da ABr)

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