Caos que domina a educação brasileira explica a tragédia que avança sobre o sistema penitenciário

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Quando o UCHO.INFO afirma que, por culpa do desvario de políticos e governantes, o Brasil vive debaixo do “faz de conta”, não se trata de radicalismo, mas, sim, de alerta intermitente para uma realidade que pode ser facilmente constatada, desde que exista boa vontade para tanto.

A crise no sistema penitenciário nacional é prova inconteste de que Estado brasileiro entrou em colapso, sem previsão de melhora no curto prazo. No momento em que facções criminosas dominam presídios Brasil afora e desafiam as autoridades de maneira acintosa, o melhor é concluir que reverter o caso é uma operação que exigirá pelo menos cinco décadas de esforço continuado. Isso porque é necessário promover uma assepsia conceitual em pelo menos duas gerações. Sem dúvida há exceções nesse universo, mas a extensa maioria da população é vítima de uma enxurrada de desmandos.

Autorizar o uso das Forças Armadas para inspeções em penitenciárias e anunciar a construção de presídios em tempo recorde é conversa fiada de um governo órfão de propostas. Com a corrupção anestesiando a consciência da sociedade, o que se vê é uma pasmaceira quase generalizada diante do óbvio. Afinal, o melhor seria construir escolas e melhorar continuamente a qualidade do ensino, pois só assim será possível pensar em um futuro minimamente melhor. Isso exige desprendimento por parte da população atual, que precisa agir imediatamente para que as próximas gerações recebam uma nação menos problemática.

Se por um lado nossa crítica pode parecer filosófica, por outro dados estarrecedores mostram a extensão da tragédia que inviabiliza o amanhã. Confirmando o que já era esperado, um número reduzido de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) alcançou a nota máxima na prova de redação. Segundo o Ministério da Educação, dos 6,1 milhões de inscritos no Enem, apenas 77 conseguiram tal proeza. Ou seja, 0,001% do total de estudantes que participaram da prova.


A queda no número de estudantes que tiveram nota máxima em redação vem caindo ano após ano. De acordo com dados do Ministério da Educação, os percentuais dos anos anteriores foram: 0,002% (2015), 0,004% (2014) e 0,009% (2013). Se nada for feito para melhorar a capacidade dos alunos em relação à construção de um texto minimamente lógico, o caos deve aumentar.

A situação torna-se ainda mais preocupante quando são analisados dados sobre o aprendizado de matemática. De acordo com o movimento “Todos pela Educação”, há um sério problema em relação à intimidade dos alunos com os cálculos aritméticos. Na conclusão do ensino médio, apenas 7,3% dos estudantes atingem níveis satisfatórios de aprendizado de matemática.

Esse índice é menor do que o divulgado em 2013, quando esse contingente alcançou a marca de 9,3%. Porém, quando consideradas apenas as escolas públicas do País, apenas 3,6% dos alunos têm aprendizado adequado em matemática, o que significa que 96,4% dos alunos concluem o ensino médio sem aprender o básico. Cenário que, sem muito esforço, remete à marginalização do cidadão.

Falar sobre o futuro é algo extremamente importante e necessário, pois os estudantes de hoje em breve terão nas próprias mãos os destinos do País. Apenas a título de informação, 85% dos alunos brasileiros estão matriculados em escolas públicas. Em suma, ou promove-se uma mudança radical ou aceita-se a ideia de que tudo está perdido.

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