Congresso dos EUA rejeita denúncia de grampo na Trump Tower; Donald sai do episódio como mitômano

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o bufão que acredita ser o senhor do universo, agregou mais uma derrota ao seu rol de fiascos presidenciais. Nesta quinta-feira (16), o Comitê de Inteligência do Senado norte-americano afirmou que não encontrou qualquer indício de que o governo de Barack Obama tenha interceptado comunicações na Trump Tower, em Nova York, como havia a afirmado o aprendiz de presidente.

“Baseado em informações de que dispomos, não vemos indícios de que a Trump Tower foi objeto de vigilância por qualquer elemento do governo dos Estados Unidos antes ou depois da eleição de 2016”, afirmaram o presidente do comitê, o republicano Richard Burr, e o vice, o democrata Mark Warner, em comunicado.

No início deste mês, Trump postou no Twitter uma série de graves acusações a Obama, chegando ao absurdo de questionar se o antecessor era “mau ou doente”. O presidente dos EUA afirmou que foi grampeado por Obama alguns dias antes das eleições em novembro do ano passado, tendo solicitado ao Congresso uma investigação sobre as supostas escutas.

Histriônico e mitômano compulsivo, Trump comparou a suposta ingerência ao escândalo Watergate, de espionagem política, que levou ao impeachment do então presidente Richard Nixon, em 1974.

Barack Obama, por sua vez, negou as acusações e disse que era regra de seu governo que nenhum funcionário da Casa Branca interferisse em investigações do Departamento de Justiça, as quais devem decorrer livres de influência política.


Na quarta-feira (15), a Câmara dos Representantes já havia descartado indícios de grampos no edifício do atual presidente. “Não temos nenhuma prova de que isso tenha ocorrido”, ressaltou o presidente do Comitê de Inteligência da Casa, o republicano Devin Nunes.

Mesmo após as declarações da Câmara dos Representantes, Trump continuou alegando que foi grampeado. Ao ser questionado, durante uma entrevista à emissora Fox News, na quarta-feira, sobre como sabia dos grampos, o presidente respondeu que leu muitas notícias que falavam dessa possibilidade.

Após o anúncio do Senado, o líder republicano no Congresso, Paul Ryan, também rejeitou as acusações de Donald Trump, que avança de maneira impressionante na seara do descrédito.

Que a acusação de grampo era um misto da essência mitômana de Trump com as teorias conspiratórias dos ultradireitistas ianques todos sabiam, mas em dado momento o presidente foi obrigado a acionar o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, que colocou água fria no caldeirão fervente.

Com a desfaçatez que lhe é peculiar, Spicer disse aos jornalistas que a história do grampo não era como sugeriu Trump, que por ocasião da publicação no Twitter quis dar a entender que fora vigiado, não grampeado. E que ao acusar Obama de espionagem seu objetivo era referir-se à administração do antecessor. Ou seja, Donald Trump, além de mentiroso, é covarde e psicótico. (Com agências internacionais)

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