COP 22: mais de 45 países pretendem abandonar combustíveis fósseis até 2020

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Enquanto o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, acredita que o aquecimento global é uma farsa, 47 países prontificaram-se nesta sexta-feira (18) a eliminar progressivamente o uso de combustíveis fósseis até sua completa substituição por fontes de energia renovável o mais rápido possível, no máximo até 2020.

O compromisso foi firmado em Marrakesh, no Marrocos, durante a conferência da ONU sobre o clima (COP 22), considerado pelos participantes e por especialistas como um grande sucesso. O que serve de alento para o perigo que ronda o planeta.

Dos 47 signatários, 43 pertencem ao “Climate Vulnerable Forum” (CVF), que inclui países da África, Ásia, Caribe e do Pacífico Sul. Estes são os mais vulneráveis do planeta às mudanças climáticas, devido ao aumento do nível do mar, secas e tempestades – fenômenos que podem ser agravados pelo aquecimento global.


“Somos pioneiros na transformação rumo a uma energia 100% renovável, mas queremos que outros países sigam os nossos passos a fim de evitar os impactos catastróficos que temos vivido na forma de furacões, enchentes e secas”, disse Mattlan Zackhras, ministro-em-assistência do presidente das Ilhas Marshall, cargo equivalente ao de vice-presidente. As Ilhas Marshall são ameaçadas pelo aumento do nível dos oceanos, em parte devido ao derretimento de calotas polares decorrentes do aquecimento global.

O objetivo da COP 22, que se encerra nesta sexta-feira, é definir os detalhes do Acordo do Clima de Paris, firmado no ano passado. O pacto visa limitar o aquecimento global para “bem abaixo de dois graus Celsius”.

No início desta semana, a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, estimou que o ano de 2016 deverá ser o mais quente que se tem registro. (Com agências internacionais)

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