Caixa 2: João Santana e Mônica Moura colocam mais uma pá de cal na cova rasa de Lula e Dilma

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(Rodolfo Buhrer – Reuters)

Com discursos eivados pela mentira e empenhados na estratégia chicaneira de ‘vender’ falsa inocência, Lula e Dilma Rousseff tentaram sem sucesso embaralhar as cartas da Operação Lava-Jato. A ação farsesca da dupla, assim como de muitos dos envolvidos no maior esquema de corrupção de todos os tempos, o Petrolão, começou a desmoronar no momento em que as peças do quebra-cabeça da Lava-Jato começaram a se encaixar.

A imagem que surgiu foi a de uma operação sem precedentes de assalto ao Estado, como se o trabalhador tivesse de financiar as estripulias de ladrões que usam mandatos eletivos como senha para a roubalheira sistêmica, sempre apostando na impunidade.

Não faz muito tempo, a ex-presidente Dilma Rousseff disse que o empresário Marcelo Odebrecht fez uma “delaçãozinha” após ter sido coagido por autoridades que investigam o escândalo de corrupção. Lula, o malandro que acredita ser deus, disse que não há no País “alma mais honesta” do que ele. Afirmou também que nenhum empresário brasileiro terá coragem de dizer que ele algum dia pediu R$ 10.

Por certo nenhum empresário dirá isso, pois o apetite do ex-metalúrgico por propinas é voraz. Tanto é assim, que Marcelo Odebrecht afirmou, em depoimento de delação premiada, que a conta “Amigo”, então administrada por Antonio Palocci Filho, começou com saldo de R$ 40 milhões. Sem contar as palestras fictícias que o alarife petista garantiu que ministrava, apenas porque o norte-americano Bill Clinton faz o mesmo.

O castelo de cartas macabras de Lula e Dilma começou a cair de vez nesta terça-feira (18), no vácuo do depoimento dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura ao juiz da Lava-Jato. Santana disse a Sérgio Moro que os US$ 10 milhões registrados em planilha da Odebrecht em nome de “Feira” referem-se a valor não contabilizado da campanha de 2010, depositado em conta bancária secreta na Suíça após acerto com Palocci e Lula. O dinheiro saía da conta “Italiano”, codinome de Palocci no departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht


“Em 2011 há depósitos nesse período de um ano, depósitos feitos por offshore da Odebrecht relacionados, salvo engano, primeiro a um restante da campanha presidencial de Dilma de 2010”, afirmou Santana.

Mônica Moura não deixou por menos e, cumprindo o que foi combinado no acordo de colaboração, soltou a voz dificultou ainda mais a situação de Lula, Dilma e do próprio PT. Ela confirmou a Sérgio Moro que os valores pagos por meio de caixa 2 eram de dívida da campanha de Dilma.

“Eu sei que foi pago para a gente, em 2011, R$ 10 milhões, que foi US$ 4 milhões e poucos mil na nossa conta Shellbill, que era referente a esses R$ 10 milhões que a Odebrecht tinha se comprometido a pagar.”

Não obstante, Mônica ressaltou que, além das transferências para contas bancárias no exterior, houve pagamento em dinheiro vivo. “Eu sei que eles pagaram em 2010 uma parte em dinheiro, 5 ou 6 milhões, não me lembro bem, em dinheiro durante o período de campanha que eu precisava para as despesas e uma outra parte de R$ 10 milhões foi pago na Shellbill logo no ano seguinte, eles fizeram vários depósitos”, afirmou Mônica Moura.

A situação de Lula e Dilma piorou muito nas últimas horas, pois os depoimentos de João Santana e Mônica Moura referendaram as declarações dos delatores da Odebrecht, que não deixaram pedra sobre pedra ao destrinchar o esquema de pagamento de propinas a políticos e parlamentares. O PT que se prepare, pois a tendência é que o partido desapareça da cena política nacional, assim como acontecerá com outras legendas envolvidas no esquema criminoso.

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