Esquema de José Roberto Arruda aliciou jornalistas
30.11.2009 - 12:48am | Seção: Política
Castelo de areia -
O inquérito da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que flagrou um esquema criminoso de cobrança e pagamento de propinas comandado por José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal, revelou como setores da imprensa trocam o bom jornalismo por alguns imundos tostões. De acordo com o relatório da PF, alguns jornalistas integraram um grupo que foi batizado como “inteligência de campanha”. Dele participavam “Ademir Malavazi (jornalista lotado no Congresso Nacional), Mônica Torres Maia (jornalista e ex-esposa do jornalista Carlos Honorato), Omézio Pontes, Paulo Pestana (ex-assessor do deputado distrital Fábio Barcellos), Silvio Guedes (jornalista e casado com a editora-chefe do Correio Braziliense Ana Dubeaux)”.
O mesmo documento traz a seguinte informação: “Que essas últimas pessoas, chamadas de “inteligência de campanha” eram pagas por meio do contrato da Codeplan com a Linknet, sendo que os três últimos recebiam R$ 10 mil reais mensais e os dois primeiros recebiam, respectivamente, R$ 5 mil e R$ 6 mil reais mensais. Que as cinco pessoas permaneceram contratadas durante os 03 (três), de dezembro de 2003 a dezembro de 2006, sendo que a partir de junho de 2005 passou a ser despendido mais R$ 40 mil reais mensais para os chamados jornais alternativos”.
Atualmente, o Congresso Nacional discute a retomada da exigência do diploma universitário para o exercício do jornalismo, mesmo depois de o Supremo Tribunal Federal ter decidido contrariamente. Desde que o assunto entrou em discussão, há anos, a desculpa apresentada pelos pelegos dos sindicatos ligados à classe é que os jornalistas não diplomados desconhecem o que é ética. Provavelmente, esses jornalistas flagrados pela Polícia Federal têm diploma. E os sindicatos e entidades correlatas simplesmente silenciam diante de uma barbaridade dessa natureza. A eles [sindicatos e entidades representativas] só interessa o pagamento das contribuições anuais, dinheiro que por certo alimenta um cabide de empregos descomunal. Ética não se aprende no banco de escola, mas dentro de casa.
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