Fortes abalos sísmicos atingem Roma e a região central da Itália

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Em intervalo de aproximadamente uma hora, fortes tremores atingiram a Itália, mais precisamente Roma e a região central do país na manhã desta quarta-feira (18), de acordo com a agência de notícias Reuters. Logo após os abalos não houve relatos sobre feridos ou estragos materiais de grande monta, mas o transporte ferroviário foi interrompido na capital italiana.

Os tremores – três com magnitude superior a 5 graus – atingiram a mesma região que em agosto de 2016 foi fortemente abalada por terremotos. Um dos abalos alcançou a marca 5,5 graus na escala Richter. O epicentro foi a 110 km de distância de Roma e a 40 km de profundidade, com magnitude inicial estimada em 5,7 graus, segundo o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo.

Mais cedo, a Reuters havia informado que um tremor de 5,4 de magnitude foi sentido em Roma e na região central. De acordo com informações iniciais, vários edifícios tremerem na capital italiana, onde escolas e estações de trem e de metrô foram esvaziadas por precaução. Na região do epicentro dos abalos, moradores foram para as ruas, mesmo diante do frio intenso e da neve que atinge a Europa. “O maior problema agora é a neve, porque estamos tendo dificuldade em contornar e avaliar qualquer dano”, afirmou Lucas Cari, porta-voz dos bombeiros.

Região central

Em 23 de agosto de 2016, um terremoto de magnitude 6,2 graus atingiu as cidades de Amatrice, Accumoli e Norcia, matando quase 300 pessoas. Amatrice teve o maior número de mortos e ficou completamente destruída.

Depois desse episódio, a Itália enfrentou outros fortes tremores. Em 26 de outubro, três terremotos – de magnitudes 5,5, 6,0 e 4,9 graus – novamente atingiram a região central da Itália com intervalo de cerca de quatro horas.

Quatro dias depois, em 30 de outubro, um novo tremor de 6,6 graus deixou 8 mil desabrigados e destruiu construções históricas na região de Nórcia, no centro da Itália. O tremor foi sentido do norte ao sul do país, de Bolzano, próximo à fronteira do país com a Áustria, à região de Puglia, no extremo sul.


Os motivos dos terremotos

A Itália é palco de terremotos por causa da sua localização geográfica. O país está sobre uma região de inúmeras falhas geológicas, produzidas pela energia decorrente do atrito entre as placas tectônicas Africana e Euro-Asiática.

Porém, é preciso levar em conta alguns outros detalhes para compreender a sequencia de terremotos que vem atingindo a Itália. O Mar Tirreno, no oeste da Itália, entre o continente e as ilhas da Sardenha e Córsega, está se abrindo aos poucos, em média dois centímetros a cada ano. O que é considerado um movimento perigoso pelos geólogos.

Cientistas dizem que esse movimento vem contribuindo para o “racha” ao longo dos Montes Apeninos, que estende-se por 1 mil km ao longo da região central e da costa leste da Itália, formando uma espécie de espinha dorsal do país. Especialistas afirmam essa pressão é agravada pelo movimento da crosta terrestre no leste, mais precisamente no Mar Adriático, que estaria movendo-se para debaixo da Itália. O resultado é um grande sistema de falhas geológicas que percorre toda a extensão da cadeia montanhosa, com uma série de falhas menores ao redor.

O terremoto de maior intensidade de que se tem registro na Itália ocorreu no início do século passado, em 1905, de acordo com a agência norte-americana de monitoramento de atividades sísmicas. Naquele ano, 557 pessoas morreram após um tremor de 7.9 graus de magnitude atingir as regiões de Monteleone, Tropea e Nonte Poro.

(Arte: G1)
(Arte: G1)

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