Infanta Cristina da Espanha é absolvida em caso de fraude; marido é condenado a seis anos de prisão

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Na mais aguardada decisão judicial da recente história espanhola, a infanta Cristina de Bourbon, irmã do rei Felipe VI, foi absolvida de crimes de corrupção, enquanto seu marido, Iñaki Urdangarín, recebeu pena de seis anos e três meses de prisão.

Ela e o marido foram julgados juntamente com outras 15 pessoas por desvio de recursos públicos, entre outros crimes. Ambos terão de pagar multa de 265 mil euros e poderão recorrer da decisão na Corte Suprema espanhola.

O advogado de Cristina de Bourbon disse que ela recebeu com satisfação a decisão do tribunal, embora tenha reagido com desapontamento à condenação do marido, uma vez que “continua acreditando em sua inocência”.

O principal acusado no caso é o ex-sócio de Urdangarín, Diego Torres, condenado a oito anos e meio de prisão por cinco crimes de corrupção. O cunhado do rei da Espanha foi condenado por enriquecimento ilícito com recursos públicos através de um esquema de contratação organizado pelo Instituto Nóos, associação sem fins lucrativos presidida por ele.


O caso foi julgando na Audiência Provincial de Palma. A promotoria havia pedido 19 anos de prisão para Urdangarín, que acabou sendo condenado por prevaricação, utilização indevida de recursos públicos, fraude, tráfico de influência e delitos contra o fisco. Além da multa que dividirá com a esposa, Urdangarín recebeu outra pena pecuniária no valor de 512.500 euros.

Um porta-voz da família real afirmou que a Casa do Rei possui “respeito absoluto à independência do Poder Judiciário”. É importante destacar que o escândalo que culminou com a condenação de Urdangarín provocou um enorme problema familiar, já que o rei espanhol cortou relações com a irmã, que há muito não participa de eventos oficiais da monarquia espanhola.

Cristina, de 50 anos, foi o primeiro membro da família real da Espanha a ser julgado desde que a monarquia foi reinstalada, após a morte do general Francisco Franco, em 1975. A princesa espanhola, que vive atualmente em Genebra, já programou sua mudança para Lisboa, onde trabalhará na sede da Fundação Aga Khan. (Com agências internacionais)

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