Jovair Arantes e Rogério Rosso fazem aliança para provável segundo turno na eleição da Câmara

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A vida do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que busca a reeleição, apesar de proibida pela Constituição, não será fácil nas próximas semanas. Isso porque os deputados Jovair Arantes (PTB-GO) e Rogério Rosso (PSD-DF), adversários de Maia na campanha pela presidência da Câmara, fizeram um pacto de não-agressão e acertaram apoio mútuo no segundo turno da votação para a escolha do novo presidente da Casa.

Na terça-feira (10), Rosso fez questão de comparecer à solenidade de lançamento da candidatura do petebista e sinalizou que apoiará o colega de Parlamento caso fique fora de eventual disputa final.

“Hoje vim aqui pessoalmente pedir votos para Jovair. Ele é um deputado carinhoso, amoroso, amigo fantástico. Fiz questão de vir aqui. Se o outro candidato me convidar, mando um representante”, discursou Rosso.

Vale lembrar que os dois (Jovair e Rosso) comandaram a comissão especial do impeachment: o deputado goiano foi o relator que recomendou a abertura de processo contra a então presidente Dilma; já o deputado do DF presidiu o colegiado.


A direção nacional do PSD não apoia a candidatura de Rogério Rosso, mas a de Rodrigo Maia (DEM-RJ). Isso porque o “dono” do partido, Gilberto Kassab, está muito além de feliz com o cargo ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações. Entre os muitos mimos que tem como titular da pasta, Kassab comanda os Correios.

Desde dezembro passado, Jovair Arantes e Rogério Rosso tentam unificar as candidaturas. Mesmo adversários, os dois parlamentares conversam diariamente. “Falo com Jovair todos os dias. Ele me pergunta onde estou e eu pergunto onde ele está fazendo campanha. Eu sempre digo: você pede voto aí, eu peço o voto para somar votos”, destacou Rosso.

Para Jovair, a candidatura de Rosso, mesmo sem o apoio da própria bancada do PSD, é importante na disputa porque tira votos de Rodrigo Maia e impede que os deputados do Centrão, grupo formado por doze partidos médios, sejam cooptados pelo Palácio do Planalto para apoiar a reeleição do atual presidente.

O presidente Michel Temer, que garante a isenção do governo na disputa, trabalha nos bastidores pela reeleição de Maia. Especialista em Direito Constitucional, com várias obras publicadas sobre o tema, Temer sabe que o projeto de Rodrigo Maia atropela a Carta Magna. Assim como Jovair, Rosso também considera a candidatura de Maia à reeleição inconstitucional.

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