Lava-Jato: advogado tenta provar que triplex praiano não pertence ao finório Lula, mas não convence

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A cara e badalada defesa de Luiz Inácio da Silva, cujos honorários o petista ainda não explicou como consegue custear, continua abusando da pirotecnia para tentar provar a inocência do cliente. Vivendo a lufada de fama a que tem direito qualquer terráqueo, o advogado Cristiano Zanin Martins insiste no espetáculo tecnológico para fustigar a Justiça e convencer a opinião pública em relação aos escândalos que movem a Operação Lava-Jato.

Enquanto informações de delatores da Odebrecht sobre o polêmico sítio em Atibaia comprometiam a já frágil situação de Lula, o advogado usava recursos de computador para mostrar aos jornalistas que o apartamento triplex no edifício Solaris, no Guarujá (litoral paulista), pertence à construtora OAS, não ao petista.

Cristiano Martins exibiu documento em que o imóvel aparece nos registros do processo de recuperação judicial da OAS como parte do patrimônio da empreiteira que participou do esquema criminoso conhecido como Petrolão e é investigada na Lava-Jato.

Assim como o Sítio Santa Bárbara, reformado pela Odebrecht, está oficialmente registrado em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna Filho, sócios de Lulinha, o triplex praiano ainda está no nome da OAS porque o ex-presidente preferiu ocultar bens resultantes da corrupção.


Em processo de recuperação judicial, a Justiça reconhece como ativos da empresa tudo o que legalmente estiver registrado em nome da mesma. Como a OAS assumiu o compromisso de concluir a obra do edifício que começou a ser construído pela Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo, a polêmica e já finada Bancoop, todo o empreendimento foi transferido à empreiteira, respeitadas as cotas dos mutuários.

O rito processual de uma recuperação judicial é distinto do de uma investigação do naipe da Operação Lava-Jato. Não se pode negar que oficialmente, perante o Juízo, o tal triplex está incorporado ao patrimônio da OAS, pois a Justiça se atém ao que está documentado, não em depoimentos de delação no escopo de outros processos. Contudo, os investigadores que implodiram o Petrolão sabem que o imóvel pertence a Lula.

Essa é a primeira vez, talvez seja a única, que os advogados de Lula conseguem algo a favor do ex-metalúrgico, que caminha a passos largos na direção da condenação por causa do scritp molambento que envolve o sítio em Atibaia.

Como vem afirmando o UCHO.INFO ao longo do último anos, Lula será mandado à prisão a reboque da mal contada história sobre a propriedade rural. Para piorar o cenário, que há muito não é dos melhores, os envolvidos na farsa devem ser igualmente condenados, com direito ao pagamento de multas e outras penalidades. Afinal, serviram como “laranjas” de um espertalhão que usou a retórica fácil e visguenta para ludibriar a opinião pública.

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