Novo salário mínimo e número de desempregados mostram a extensão da tragédia na economia

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O ano chega ao seu final, mas antes que um novo ciclo comece o UCHO.INFO decidiu interromper a necessária e merecida pausa para o descanso, pois alguns assuntos devem ser tratados com propriedade. No rastro de uma crise econômica sem precedentes, o contingente de desempregados no Brasil chegou a 11,9%, o que significa que 12,1 milhões brasileiros estão sem emprego. No próximo ano, esse número deve aumentar em pelo menos 1 milhões de desempregados, piorando ainda mais a crise.

Esse cenário, que só avança, é fruto da equivocada política econômica adotada durante os governos do PT a partir de 2008. Naquele ano, o editor deste portal alertou para o perigo das medidas adotadas pelo Palácio do Planalto, pois em algum momento a conta não fecharia. Nossa previsão foi de que o País entraria em colapso em no máximo dez anos, mas infelizmente erramos em dois anos.

À época, palacianos decidiram contestar-nos alegando que nosso lema era “quanto pior, melhor”, quando na verdade defendemos o “quanto melhor, melhor”. Mas o discurso de então era típico de incompetentes populistas, tendo seguido de maneira irresponsável no governo de Dilma Rousseff.

A crise econômica brasileira é tão grave, que passou a depender não apenas de ingrediente políticos internos, mas também externos. O que torna o quadro ainda mais preocupante e perigoso, pois a briga pelo poder no País e as incertezas políticos no âmbito internacional podem recrudescer o que já é péssimo.


Nessa massa de desempregados não são considerados os que deixaram de procurar emprego por conta de inúmeras dificuldades, assim como os que preferem permanecer à sombra do ócio remunerado, como, por exemplo, os que vivem na dependência do programa Bolsa Família, que continua não proporcionando ao cidadão uma porta de saída.

Outra questão que retrata tão bem a crise verde-loura é o novo valor do salário mínimo (R$ 937), que entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2017. O aumento nominal de 6,477% corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o que significa que o trabalhador andará de lado em termos salariais. Considerando que a inflação real, aquela que o cidadão encontra nas entranhas do cotidiano, é muito superior ao índice oficial anunciado pelo governo, o brasileiro mais uma vez terá de arcar com o prejuízo.

Quando a então presidente Dilma Rousseff decidiu atrelar o aumento do salário mínimo à evolução do Produto Interno Bruto (PIB), o UCHO.INFO não demorou a afirmar que com a política econômica equivocada do governo a decisão era uma bomba que em pouco tempo estouraria no colo do trabalhador. Como agora acontece.

Não é preciso ser especialista em economia para perceber que há algo de errado. Quando um salário mínimo é pouco para quem recebe e muito para quem paga, certamente há algo equivocado na seara da política econômica. Por conta dessa realidade, o brasileiro deve se preparar para dias ainda piores, os quais não terminarão tão cedo, apesar do homeopático otimismo do governo.

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