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Peça teatral leva informações sobre drogas para o público infantil

Realidade no palco – Mostrar as formas de prevenção da drogadição desde a infância de forma lúdica. Esse é o objetivo da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Subad), da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus-DF), por meio da peça Quero ser feliz, e você? A mais recente apresentação aconteceu na segunda-feira, 1º de abril, às 10h, no CEF Vargem Bonita – Núcleo Hortícola, Vargem Bonita.

A ação faz parte da campanha Viva a Vida sem Drogas, e dessa vez é voltada para o público infantil. O espetáculo narra a vida de uma criança percebendo o mundo como ele existe, com aspectos negativos, como as drogas, mas também com aspectos positivos, como a alegria de brincar e de ser feliz de forma saudável e criativa.

Segundo Mário Gil, subsecretário de Políticas sobre Drogas da Sejus, a intenção é levar informação sobre os males das drogas para o público infantil. “A peça foi o instrumento que encontramos para levar às crianças entre 4 e 12 anos uma mensagem mais simples, mas não menos eficaz e objetiva, de combate às drogas”, frisa o subsecretário. “A melhor forma de prevenção é a informação, por isso é preciso levá-la mais cedo, na idade infantil, para quando chegarem à adolescência terem conhecimento sobre o mal que fazem as drogas, como preveni-las e reconhecerem a ação dos traficantes”, completou.

O trabalho preventivo, em parceria com a Secretaria de Educação e através da Subsecretaria de Políticas Sobre Drogas (Subad/Sejus), conta com quatro atores, servidores da Subad, que participaram de uma oficina de encenação teatral para atuar na peça.

A encenação pode ser solicitada por escolas públicas e privadas, creches, ONGs e outras entidades, através do (61) 2104- 1821.

A causa

Faz-se necessário discutir a problemática da drogadição. Para a psicóloga da Subad, Érika Samara, a fase em que a criança começa a entender o mundo, é propícia para o recebimento de informações sobre o tema por ser a época de formação da personalidade. De acordo com a profissional, os problemas familiares são uma das principais causas que levam o jovem à experimentação. Dentre outros fatores estão a curiosidade, a falta de perspectiva de futuro, a fuga da realidade e a busca intensa por novas experiências que tragam prazer e modismo.

Segundo ela, o crime pode ser consequência do uso de drogas. “É uma forma de o usuário conseguir dinheiro para comprar mais drogas. Pelo fato também de estar fora de si e sob
efeito de substâncias psicoativas, pode se tornar mais violento e agressivo”.

Milhares de famílias brasileiras vivem a realidade de ver seus filhos em conflito com as drogas. A psicóloga Érika Samara alerta ainda que na adolescência uma das questões que mais preocupa os pais é o uso e abuso de drogas. Ela especifica que a drogadição está presente em todas as classes sociais. “As drogas mais caras, como as sintéticas e a cocaína, são consumidas com mais frequência pela classe média, enquanto os solventes, a merla e o crack são mais consumidos por classes sociais mais baixas por serem de baixo custo”, especifica.

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