Queda nas vendas do comércio em 2016, a maior em quinze anos, mostra a tragédia deixada pelo PT

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Enquanto Luiz Inácio da Silva, o dramaturgo do Petrolão, aproveita até o velório da esposa para fazer política, na desesperada tentativa de manter-se presidenciável até 2018, caso não seja preso antes na esteira da Operação Lava-Jato, a economia brasileira registra seguidos índices que apontam na direção de uma crise sem precedentes. Resultado da desastrosa passagem do PT pelo Palácio do Planalto, período em que o populismo barato e a incompetência petista deram o tom do cotidiano.

Como sempre afirmou o UCHO.INFO, em especial a partir de 2008, a política econômica adota por Lula e Dilma foi marcada pela fanfarronice, como se o Brasil fosse um enorme picadeiro. Desde então, este portal alertou para o enorme perigo que representava o perigo de a conta da economia nacional não fechar, como vem acontecendo nos últimos dois anos.

O mais recente e decepcionante resultado que brota do cenário econômico atinge diretamente o comércio varejista, que em 2016 registrou queda de 6,2%, segundo informou, nesta terça-feira (14), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior queda da série histórica, iniciada em 2001. Anteriormente, o pior resultado da atividade do comércio varejista foi de retração de 4,3%, registrada em 2015.

“Sobre 2017, podemos dizer que o cenário doméstico melhorou em parte pela inflação que já começou a ceder e os juros que estão diminuindo, mas o mercado de trabalho, que tem um peso relevante para a demanda, continua fragilizado”, destacou a economista Isabella Nunes, do IBGE.

Ao longo de 2016, a maioria dos setores mostrou taxas negativas, sendo que o vilão nessa queda da atividade do varejo foi o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,1%), com o pior resultado desde 2003.

“A perda da renda real e o aumento de preços dos alimentos em domicílio, no mesmo período, foram os principais responsáveis pelo desempenho negativo do setor”, destacou o IBGE em nota.

“O consumo e o comércio foram impactados ao longo de 2016 por fatores que inibem o consumo, como pressão inflacionária, aumento dos juros e enfraquecimento do mercado de trabalho ao longo do ano”, explicou Isabella Nunes.

Como noticiou o UCHO.INFO na edição de segunda-feira (13), a situação do segmento de “hipermercados, supermercados e produtos alimentícios” só não é pior porque os brasileiros trocaram aas idas aos restaurantes por refeições caseiras. Esse detalhe impediu que a queda no setor fosse ainda maior.

O quadro atual da economia mostra que se o governo continuar tergiversando no campo da macroeconomia, sem se preocupar com a carestia do cotidiano – que pode ser traduzida por microeconomia – a tendência é de piora. Enquanto o Palácio do Planalto anuncia medidas para o ajuste fiscal, absolutamente necessárias, mas que dependem do bom humor do Parlamento para serem aprovadas, milhares de negócios fecham as portas em todo o Brasil, aumentando o caos que há muito deixou de ser pequeno.

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