Ministério do Trabalho força implantação de ponto eletrônico para evitar fraudes
09.03.2010 - 12:32am | Seção: Política
Rombo ao Fisco -
Os empresários que temem a aprovação, ainda neste ano, da PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas, devem ter uma nova preocupação. A ameça vem do Ministério do Trabalho, que promete apertar o setor produtivo. O ministério está cobrando a implantação, até agosto, do ponto eletrônico e avisa que fiscalizará melhor o pagamento das horas extras. A exigência do ponto não será obrigatória, mas a falta de registros eletrônicos trará constrangimentos, pois os sindicatos começam a se mobilizar para forçar a implantação da novidade.
A falta de pagamento de horas extras cria um rombo na Previdência Social estimado em R$ 4,1 bilhões e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço da ordem de R$ 1,6 bilhão. Os cálculos divulgados na noite de segunda-feira (8) pelo ministro Carlos Lupi indicam ainda que R$ 20,3 bilhões podem estar deixando de ser pagos aos trabalhadores. Segundo o texto jornalístico encaminhado pelo Ministério do Trabalho ao ucho.info, somadas, as horas-extras trabalhadas e não pagas no Brasil equivalem à carga horária referente a 956,8 mil empregos, que poderiam ser gerados em lugar do trabalho extra não remunerado. A principal intenção do novo controle de jornada de trabalho é impedir que os horários anotados na entrada e saída do expediente de trabalho sejam alterados, como possibilitam alguns programas de computador disponíveis no mercado atualmente.
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