EUA enviarão mais 560 militares para combater o grupo terrorista “Estado Islâmico” no Iraque

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Nesta segunda-feira (11), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, discutiu com autoridades iraquianas, em Bagdá, a luta contra o grupo terrorista “Estado Islâmico” (EI). Na ocasião, Carter anunciou que os EUA enviarão 560 militares adicionais ao Iraque.

Durante sua quarta visita ao Iraque desde que assumiu o comando do Pentágono, em fevereiro do ano passado, Ashton Carter reuniu-se com o primeiro-ministro Haider al-Abadi e seu colega Khaled al-Obeidi, enquanto os Estados Unidos lideram uma ampla coalizão internacional para combater o grupo extremista.

Sua visita ocorre dois dias após a retomada pelas forças iraquianas de uma base aérea cerca de 60 km ao sul de Mossul, visto como um passo crucial na batalha pela reconquista da segunda cidade do país que caiu nas mãos do EI em junho de 2014.

O chefe do Pentágono ainda ressaltou o sucesso da campanha anti-EI, mais de dois anos depois que o grupo apreendeu grandes áreas no Iraque e na Síria.

Contudo, apesar dessas vitórias, a comunidade internacional não foi capaz de reduzir a capacidade da organização extremista de realizar ataques devastadores em todo o planeta.

É importante lembrar que o grupo cometeu em 4 de julho um atentado suicida em Bagdá, que matou cerca de 300 pessoas, um dos mais sangrentos no Iraque desde a invasão americana do país em 2003.

Com o envio de 560 militares adicionais ao Iraque para ajudar na luta contra o EI, aumentará para 4.600 o número de militares americanos posicionados no Iraque, especialmente para missões de formação das tropas iraquianas.

“Deixe-me começar por expressar as minhas condolências e as dos Estados Unidos pelos ataques terroristas que tiveram como alvo o povo iraquiano nas últimas semanas”, disse Carter a Abadi. Estes ataques “reforçam ainda mais a nossa determinação de ajudar a derrotar (o EI)”. “Também quero felicitá-lo pela série de conquistas das forças de segurança iraquianas” contra o EI, ressaltou o chefe do Pentágono.

Abadi anunciou no último sábado a retomada da base aérea de Qayyarah, que poderia servir como um ponto de partida para lançar operações para a reconquista de Mossul, “capital” do grupo extremista no Iraque.


Carter declarou a repórteres a bordo de um avião militar antes de chegar no Iraque que “discutiria com Abadi e nossos comandantes no local as próximas etapas da campanha, incluindo a retomada de Mossul”.

Segundo ele, o objetivo final é “a retomada pelas forças de segurança iraquianas de todo o Iraque, mas Mossul constitui, naturalmente, uma grande parte”.

Na Síria, centenas de soldados americanos foram enviados para apoiar os rebeldes e curdos, enquanto que a coalizão internacional bombardeia diariamente alvos do EI em ambos os países.

De acordo com o Pentágono, a guerra anti-EI permitiu recuperar 45% do território que os extremistas controlavam no Iraque desde 2014 e 20% das áreas ocupadas pelo grupo na Síria. O Pentágono também comemora o sucesso das “10 primeiras etapas” da campanha anti-EI, que incluíram a recuperação de várias grandes cidades, incluindo Ramadi no Iraque e Al-Chaddadi, uma cidade no nordeste da Síria que era um reduto do EI.

Carter e o presidente dos Estados Unidos Barack Obama haviam sido criticados pelo lento início da campanha anti-EI lançada em 2014, especialmente na Síria, um país devastado pela guerra, onde Washington tinha pouca capacidade no solo para obter informações sobre alvos.

Em seguida, o órgão americano anunciou uma série de medidas para acelerar a luta, centrando-se na formação das forças anti-EI no norte da Síria e no aumento do número de conselheiros para as forças iraquianas.

Carter também deve conversar por telefone com o presidente de fato da região autônoma do Curdistão iraquiano (norte), Massud Barzani.

Os Estados Unidos prometeram US$ 415 milhões para ajudar as forças curdas, que desempenham um papel fundamental na luta anti-EI e na batalha de Mossul.

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