Lava-Jato: situação de Lula piora com provas apresentadas pelo MPF no processo do polêmico triplex

Ao contrário do que afirmam os caros e badalados advogados do ex-presidente Lula, a situação do petista piora sobremaneira com o passar dos dias. Isso porque no depoimento prestado ao juiz Sérgio Moro, na última quarta-feira (10), em Curitiba, prevaleceu a mentira.

Depois de afirmar ao magistrado que conduz na primeira instância da Justiça Federal os processos decorrentes da Operação Lava-Jato, que ao longo dos seus mandatos presidenciais reuniu-se com diretores da Petrobras em apenas duas ocasiões, Lula foi desmascarado por provas apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF). Os documentos mostram que o petista teve 27 encontros com dirigentes da estatal – Jorge Zelada, Renato Duque e Paulo Roberto Costa – no período entre 2003 e 2010.

Lula, que em na respectiva ação penal é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, não tem como negar o que prova os documentos. De acordo com o MPF, o dramaturgo do Petrolão recebeu da empreiteira OAS, de forma ‘camuflada’, R$ 3,7 milhões em propina. Uma das moedas de troca dessa operação criminosa foi o malfadado apartamento triplex no Guarujá, no litoral paulista, cuja propriedade o ex-presidente nega. Como contrapartida da propina, a OAS conseguiu contratos com a Petrobras.


Aproveitando os parcos minutos de fama que lhe restam, até porque o ostracismo começa a bater à porta, o empertigado Cristiano Zanin Martins, que integra a defesa de Lula, disse que os documentos anexados ao processo pelo MPF nada provam. Disse o advogado que os documentos “servem apenas para provar que seus membros [do MPF] têm acesso irrestrito a documentos da Petrobras, ao contrário da defesa do ex-Presidente Lula”.

Em outro trecho da nota divulgada à imprensa, Martins afirma “as 73 testemunhas ouvidas na ação com a obrigação de dizer a verdade inocentaram o ex-Presidente ao mostrarem que ele não é e jamais foi proprietário do triplex e muito menos participou de qualquer ato ilícito envolvendo a Petrobras”. Ou seja, o advogado continua acreditando que os delatores mentem de forma recorrente, assim como as testemunhas arroladas ouvidas no processo não omitiram fatos.

Zanin Martins sabe do envolvimento do cliente no maior e mais ousado esquema de corrupção de todos os tempos, mas mesmo assim garante que o petista é inocente. Algo que até agora não foi provado. Se a inocência de Lula ficou provada de forma inconteste no interrogatório ocorrido na capital paranaense, o advogado não deveria se preocupar com os documentos apresentados pelos procuradores da República.

Em vez de provocar gastura na parcela de bem da população com declarações mentirosas e debochadas, enquanto tenta aparecer em cena na condição de perseguido político e alvo de caçada judicial, Lula deveria se preocupar em explicar ao País como consegue custear uma defesa tão cara e pirotécnica, já que ele próprio declarou em Juízo que seus proventos mensais não passam de R$ 26 mil.

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