Washington e Londres alertam para ciberataques russos

Autoridades de segurança dos Estados Unidos e do Reino Unido fizeram um alerta, na segunda-feira (16), para ciberataques lançados pelo governo russo em ambos os países, com fins de espionagem política e econômica. Os alvos principais seriam organizações governamentais e do setor privado, além de provedores de “infraestruturas críticas” e de serviços de internet.

O FBI, a polícia federal americana, e o Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) afirmaram em declaração conjunta que, desde 2015, Moscou está por trás de uma série de ciberataques. Trata-se da primeira reação conjunta contra a investida russa.

As operações russas envolveriam a instalação de malwares em roteadores de internet e outros equipamentos. Uma vez comprometidos os roteadores, que direcionam o tráfego de dados na internet, eles podem ser explorados por ataques de falsificadores, nos quais as comunicações são interceptadas por dispositivos aparentemente confiáveis infiltrados por hackers.

“As vítimas foram identificadas através de uma série de ações coordenadas entre os EUA e parceiros internacionais”, afirma um alerta técnico divulgado pela Equipe de Intervenção em Emergências Informáticas (US-Cert, na sigla em inglês) com a declaração conjunta.


Londres e Washington têm “alta confiança” quanto à descoberta das intervenções cibernéticas apoiadas pela Rússia que, segundo afirmam, vêm sendo reportadas por diversas fontes desde 2015.

“O estado atual dos dispositivos de rede americanos – em combinação com as campanhas do governo russo para explorar esses equipamentos – ameaça a segurança e o bem-estar econômico dos EUA”, destaca a declaração.

O US-Cert pediu às empresas e organizações públicas afetadas, e até mesmo aos indivíduos que utilizam roteadores em home offices que reforcem a segurança de seus aparelhos.

Segundo as autoridades americanas e britânicas, os russos estão tentando explorar a popularidade cada vez maior de dispositivos conectados à internet em casas e escritórios, a chamada internet das coisas.

“É o tipo da coisa que você e eu temos em casa”, afirmou o coordenador de cibersegurança da Casa Branca, Rob Joyce. O governo americano vai usar todos os meios que têm disponíveis para impedir esse tipo de invasão, afirmou. (Com agências internacionais)

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