Após atacar Rodrigo Maia no Twitter, Salles dá explicações estapafúrdias e desconexas, mas não convence

 
Há dias, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou sua conta no Twitter para criticar o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente. Maia escreveu: “O ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo”. A reação do presidente da Câmara aconteceu após Salles usar a rede social para atacar o ministro da Secretaria de Governo da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, de “Maria Fofoca”.

O entrevero ganhou proporções e saiu do controle do Palácio do Planalto, obrigando o presidente Jair Bolsonaro a intervir nos bastidores para que ambos fingissem um armistício. Apesar da manobra e do anúncio de “bandeira branca”, a queda de braços entre Ramos e Salles continua.

Nesta quinta-feira (29), Ricardo Salles usou sua conta no Twitter para atacar o presidente da Câmara. Em troca de provocações, o ministro chamou Maia de “Nhonho”. Com a repercussão negativa, o titular do Meio Ambiente alegou que sua conta no Twitter fora invadida, mas a desculpa não convenceu. Nhonho é o apelido do personagem Febronio Barriga Gordorritúada, interpretado por Édgar Vivar, do seriado mexicano “Chaves”.

 
“Fui avisado há pouco que alguém se utilizou indevidamente da minha conta no Twitter para publicar comentário junto a conta do Pres. da Câmara dos Deputados, com quem, apesar de diferenças de opinião sempre mantive relação cordial”, escreveu o ministro.

Ricardo Salles disse, na manhã desta quinta-feira, que havia solicitado à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para identificar o invasor. Bastava o ministro acionar o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) para saber quem de fato invadiu sua conta no Twitter, caso o acesso tenha ocorrido a partir de um computador do ministério ou de qualquer repartição pública.

Hora mais tarde, Ricardo Salles mudou o discurso e afirmou que um ex-assessor confundiu as contas nas redes sociais e atacou Rodrigo Maia. A versão do ministro é frágil e não foi capaz de convencer os parlamentares, que entendem que a alegação serviu apenas para esvaziar uma polêmica que em ingredientes de sobra para fermentar.

No Palácio do Planalto, assessores afirmam que Bolsonaro não se incomodou com mais um episódio grotesco de Ricardo Salles, pois Maia há muito é desafeto do presidente. Em qualquer governo razoavelmente sério, Ricardo Salles já estaria demitido, mas o fato de ser um dos poucos remanescentes da ala ideológica garante sua permanência no cargo.

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