Alemanha avança no caminho da recessão, alerta o Banco Central do país europeu

     
    A economia da Alemanha, a maior da Europa, caminha para uma recessão que pode durar até o próximo ano, informou o Banco Central do país nesta segunda-feira (19).

    “Os sinais de recessão para a economia alemã estão se multiplicando, no sentido de um declínio claro, amplo e prolongado da produção econômica”, afirmou o Bundesbank em seu relatório mensal, avisando que a população do país deve se preparar para uma inflação de dois dígitos nos próximos meses.

    O Bundesbank prevê que os recentes pacotes econômicos do governo para tentar conter a inflação só começarão refletir nos preços aos consumidores no começo do próximo ano.

    Problemas com gás

    A instituição aponta como o principal motivo “os desenvolvimentos desfavoráveis no mercado de gás”, depois que a Rússia fechou o gasoduto Nord Stream 1 no início de setembro.

    A Alemanha era altamente dependente das importações de energia russa antes da invasão da Ucrânia, com a Rússia respondendo por 55% do fornecimento de gás da Alemanha na época.

     
    “A inflação elevada e a incerteza quanto ao fornecimento de energia e seus custos afetam não apenas a indústria, intensa consumidora de gás e eletricidade, suas exportações e investimentos, como também o consumo privado e os prestadores de serviços que dele dependem”, acrescenta o texto.

    Embora o racionamento possa ser evitado, segundo o Bundesbank, empresas deverão ser forçadas a reduzir ou interromper a produção. “Portanto, os economistas acreditam que a probabilidade de queda do PIB no quarto trimestre de 2022 e no primeiro trimestre de 2023 aumentou consideravelmente”, frisou o Bundesbank.

    Pior ainda está por vir

    No último trimestre, a economia alemã conseguiu crescer 0,1%. No entanto, os economistas do Bundesbank preveem uma ligeira contração neste trimestre, com um declínio mais acentuado na produção econômica nos últimos três meses do ano e em 2023.

    A previsão de recessão do Bundesbank coincide com análises recentes dos principais institutos alemães de pesquisa econômica, incluindo o Instituto de Pesquisas Econômicas (Ifo), de Munique, e o Instituto de Economia Mundial (IfW), de Kiel. (Com agências internacionais)


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