O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua acreditando que é o “xerife do universo”. A tentativa de liderar um acordo entre Rússia e Ucrânia, sem a participação dos ucranianos, vai além de restabelecer a paz na região.
Trump, que pretende explorar terras raras ucranianas, algo que Volodymyr Zelesnky já descartou, quer criar um contraponto à União Europeia, tanto no campo econômico quanto no da defesa. Para isso, o mandatário americano planeja usar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, como peça-chave no tabuleiro das negociações.
Eventual acordo entre Moscou e Kiev, sem a participação dos ucranianos, é dar a vitória a Putin. Esse cenário ficou claro quando autoridades da Casa Branca anunciaram que será impossível o território da Ucrânia voltar ao status anterior à invasão russa. Em outras palavras, Trump e seus assessores querem que Zelensky aceite a imposição Kremlin.
Nesta segunda-feira (17), líderes europeus afirmaram que o continente precisa elevar os gastos militares para se proteger da ameaça expansionista da Rússia. Diversos chefes de Estado se reuniram em Paris, em encontro de emergência convocada pelo presidente francês Emmanuel Macron, para discutir a guerra da Ucrânia e o perigoso alinhamento entre Washington e Moscou.
“A Rússia está ameaçando toda a Europa agora, infelizmente”, disse a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, aos jornalistas.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, destacou a necessidade de um compromisso de segurança dos EUA para que os países europeus enviem forças de paz à Ucrânia, após eventual fim da guerra. O chanceler afirmou ser muito cedo para quantificar o número de militares britânicos que estaria disposto a mobilizar.
“A Europa deve desempenhar seu papel, e estou preparado para considerar enviar forças britânicas no solo junto com outras, se houver um acordo de paz duradouro, mas deve haver um apoio dos EUA, porque uma garantia de segurança dos EUA é a única maneira de efetivamente dissuadir a Rússia de atacar a Ucrânia novamente”, disse Starmer aos repórteres.
Premiê da Polônia, Donald Tusk também defendeu aumento de gastos em Defesa e uma ação de garantia de paz na Ucrânia com a chancela da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar do Ocidente.
Na sexta-feira (14), antes da convocação da reunião de emergência, Macron publicou mensagem nas redes sociais afirmando ter conversado com Zelensky. Ele também mencionou os esforços de Trump.
“Se o presidente Donald Trump puder realmente convencer o presidente Putin a parar a agressão contra a Ucrânia, isso é uma ótima notícia. Então, serão os ucranianos sozinhos que poderão conduzir as discussões para uma paz sólida e duradoura. Nós os ajudaremos nesse esforço”, afirmou.
Trump tem utilizado a política do confronto, com base na tese da lei do mais forte, para desestabilizar a ordem internacional, enquanto o cenário interno começa a desmoronar na esteira do aumento da inflação, que tende a piorar por conta do aumento das tarifas de importação.
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