
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a rede nacional rádio e televisão para divulgar ações do governo. A estratégia, sob a responsabilidade do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, visa minimizar os índices de desaprovação da gestão Lula.
Utilizar a rede de rádio e televisão é uma prerrogativa do presidente da República, mas Lula deveria atacar diretamente os problemas que têm deteriorado sua imagem e a do próprio governo.
Não será com anúncios de programas governamentais, no chamado horário nobre, que Lula conseguirá recuperar a simpatia dos eleitores. É preciso que o presidente reconheça que a equipe de governo é fraca e, em parte, dominada por questões ideológicas nocivas e utrapassadas.
Prova inconteste é o processo de desgaste imposto ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que enfrenta o “fogo amigo” por ser um dos nomes cotados para concorrer à Presidência em 2026 pelo Partido dos Trabalhadores.

Por outro lado, a volúpia do Centrão por cargos em todos os níveis do governo dificulta qualquer boa intenção de Lula. Não por acaso, sempre afirmamos que o Centrão é o que há de pior na política brasileira, status que avançou com as bênçãos de Jair Bolsonaro.
Como temos destacado de maneira reiterada, é impossível dedicar doses de entusiasmo a um governo que tem Rui Costa e Alexandre Padilha à frente da Casa Civil e das Relações Institucionais, respectivamente. O Palácio do Planalto já viveu dias melhores, inclusive nos dois anteriores de Lula.
O processo de fritura política enfrentado pela ainda ministra da Saúde, Nísia Trindade, revela de maneira clara a nocividade das questões ideológicas que rondam o Palácio do Planalto.
No campo político, Lula é inteligente suficientemente para perceber o óbvio, algo que não faz por algum motivo desconhecido. A questão é que o Brasil e a população não podem continuar em compasso de espera. Bastam os efeitos colaterais do desgoverno de Jair Bolsonaro, que deixou um país arruinado e refém da peçonha do Centrão.
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