Nos últimos dias, o assunto político envolvendo a extrema direita que dominou o noticiário foi a decisão de Eduardo Bolsonaro de fixar residência nos Estados Unidos, para onde seu pai, Jair Bolsonaro, fugiu em dezembro de 2022, três dias antes do fim do mandato presidencial.
Muitas são as teorias sobre a decisão do filho “03” do golpista Bolsonaro, mas a verdade é única. Diante da impossibilidade de assumir aa presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro preferiu fazer barulho a partir da terra do Tio Sam.
“Dudu Bananinha” pretendia usar a Comissão de Relações Exteriores (CRE) para atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), colocando o relator do inquérito dos atos golpistas na mira da insana e radical verborragia da direita.
Eduardo não chegou ao comando da CRE porque o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, atrapalhou o plano do parlamentar, agora licenciado do mandato. Costa Neto fez um aceno ao STF, depois de ser excluído da denúncia envolvendo a cúpula da fracassada tentativa de golpe de Estado.
Jair Bolsonaro afirmou que tentou demover o filho da ideia de morar nos EUA, mas tudo não passa de jogo de cena. A ideia de “Dudu Bananinha”, que em terras norte-americanas atende pela alcunha de “Ed Little Banana”, é criar um cenário favorável para que Bolsonaro consiga refúgio na Embaixada dos EUA em Brasília ou até mesmo fugir para a Flórida.
Além disso, a decisão de “Ed Little Banana” alimenta o discurso falacioso do bolsonarismo sobre perseguição política e asilo daqueles que dizem ‘’jogar dentro das quatro linhas”, mas desrespeitam a legislação brasileira em nome do totalitarismo.
Somente os desavisados e os adeptos do golpismo acreditam que Eduardo Bolsonaro é alvo de perseguição política e corria o risco de ser preso. Tanto é assim, que o STF arquivou pedido para apreender o passaporte de Dudu Bananinha.
Fato é que o bolsonarismo entrou em aspiral descendente, movimento que abriu caminho para o surgimento de novos pretendes ao Palácio do Planalto, uma vez que Jair Bolsonaro está inelegível e correndo o risco de ser condenado à prisão na esteira da tentativa de golpe de Estado.
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