(*) Gisele Leite
O bufão alaranjado que todos nós conhecemos, doravante posa de grande pacificador do mundo, mas exatamente do Oriente Médio. Seu projeto de transformar a Faixa de Gaza em resort, acho que findou… No passado, Hitler queria fazer a Alemanha grande novamente, via nos imigrantes uma ameaça a identidade nacional alemã… Detalhe: ele era austríaco…
O bufão alaranjado é da primeira ordem de autênticos norte-americanos, pois seus pais eram irlandeses. Talvez, esteja aí a origem do alaranjado, hoje pintado, de seus cabelos… Vige nos EUA censura à imprensa e até mesmo proibição de comparar bufão alaranjado a Hitler.
O referido bufão faz parte de um padrão mais amplo da chamada “sane-washing”, ou normalização do bufão: a imprensa política dá crédito e seriedade à sua demagogia, às alucinadas teorias conspiratórias e às propostas racistas.
Quanta saudade do EUA que fora a pátria da democracia… Recordemos as semelhanças entre a insurreição de 2021 e o Putsch de Munique de Hitler, em 1923, estivessem bem à frente dos olhos de todos.
O bufão é um potencial ditador, semelhante à forma como a mesma imprensa se recusava a dizer que a Agência Central de Inteligência, a CIA, havia torturado prisioneiros em suas prisões clandestinas durante a guerra ao terrorismo.
Em vez de dizer que a CIA havia praticado tortura, a imprensa usou vergonhosamente eufemismos como “interrogatório intenso” e “interrogatório duro”.
Por mera coincidência, os movimentos golpistas no Brasil, na Alemanha e nos EUA não tinham uma pauta de reivindicações baseadas em direitos, fossem eles políticos, civis ou sociais.
Não reivindicavam aumentos salariais, nem diminuição da jornada de trabalho. Não reivindicavam empregos, nem transportes públicos. Não criticavam a inflação, nem a carestia. Não censuravam o racismo, o patriarcado, as discriminações sociais. Nada disso.
Eram movidos apenas pelo medo de um suposto marxismo (na Alemanha), petismo (no Brasil), Liberalismo (nos EUA) e óbvio, em comum, tinham pesadelos diários com o fantasma do comunismo, uma assombração equivalente ao demônio para o cristianismo.
O inestimável ensinamento da História é fundamental para qualquer país, ainda mais quando se tratar da relação complexa entre fascistas e nazistas. As instituições não podem hesitar as atitudes necessárias para frear o discurso de ódio e a tendência golpista.
Ao ignorar a História se paga um alto preço e, uma hora, a história se repete como uma farsa e depois como uma tragédia. Sejamos bons aprendizes.
(*) Gisele Leite – Mestre e Doutora em Direito, é professora universitária.
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