
Um navio de guerra dos Estados Unidos chegou neste domingo (26) a Trinidad e Tobago, um pequeno arquipélago situado logo em frente à Venezuela, em um momento em que Donald Trump intensifica sua pressão sobre o regime de Nicolás Maduro.
A chegada do USS Gravely, um navio lançador de mísseis, havia sido anunciada na quinta-feira pelo governo do arquipélago de 1,4 milhão de habitantes, cuja ponta ocidental está a cerca de dez quilômetros da Venezuela.
O destróier permanecerá atracado em Port of Spain, a capital de Trinidad e Tobago, até quinta-feira, período durante o qual uma unidade de fuzileiros navais americanos realizará um treinamento conjunto com as forças de defesa do pequeno país caribenho.
O Ministério das Relações de Trinidad e Tobago disse que o USS Gravely “realizará treinamento conjunto com a Força de Defesa de Trinidad e Tobago” e partirá no dia 30.
“Esses esforços reforçam a intocabilidade, fortalecem a cooperação de defesa de longo prazo e melhoram a prontidão operacional entre as forças aliadas”, segundo o órgão. “A presença das forças militares dos EUA em Trinidad e Tobago ressalta o compromisso dos Estados Unidos com a segurança regional e a cooperação no Caribe.”
A chegada USS Gravely ocorre após o secretário do Departamento de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciar nesta semana o deslocamento do grupo de ataque USS Gerald Ford, que inclui o maior porta-aviões nuclear do mundo, para a área do Caribe.

Enquanto isso, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA realizará exercícios militares com Trinidad e Tobago na costa da Venezuela, cujo governo alega que Washington está tentando derrubar Nicolas Maduro com seu destacamento militar no Caribe.
A Venezuela também acusou o novo governo trinitino de servir aos interesses de Washington.
A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, é uma fervorosa apoiadora de Trump e adotou, desde sua posse em maio de 2025, um discurso virulento contra a imigração e a criminalidade venezuelana em seu país.
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Tensões
Nos últimos dois meses, os Estados Unidos vêm mobilizando embarcações militares, um submarino e caças para operações antidrogas na região, que até agora deixaram 37 mortos em nove bombardeios a barcos suspeitos de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico. Trump acusa Maduro de liderar uma suposta quadrilha de narcotráfico, o que o venezuelano nega. Recentemente, o presidente americano também autorizou na semana passada operações secretas da CIA na Venezuela.
Venezuela e Colômbia, país que também está em confronto com Washington por causa das ações militares, vêm classificando os ataques como “execuções extrajudiciais”. Especialistas também questionam a legalidade dos ataques contra suspeitos que não foram interceptados, nem interrogados.
Diante da mobilização militar americana, o regime de Maduro vem ampliando convocações para a reserva militar e ordenou exercícios militares quase diariamente. Maduro também acusou na sexta-feira os Estados Unidos de “inventarem uma guerra eterna” e quererem derrubá-lo para se apoderarem das reservas de petróleo da Venezuela. (Com agências internacionais)
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