Polícia francesa prende dois suspeitos do roubo ao Museu do Louvre

Autoridades da França anunciaram neste domingo (26) que prenderam dois dos suspeitos de invadirem e roubarem joias da coroa francesa do Museu do Louvre, em Paris.

Uma centena de investigadores foi mobilizada para localizar os ladrões que assaltaram o museu em plena luz do dia, em 19 de outubro, levando joias avaliadas em cerca de US$ 102 milhões (R$ 549 milhões) em ação que durou apenas alguns minutos.

A promotora de Paris, Laure Beccuau, disse que eles haviam “realizado prisões na noite de sábado”.

“Um dos homens presos estava prestes a deixar o país” pelo aeroporto Paris-Charles de Gaulle, disse Beccuau. Uma fonte próxima ao caso informou à agência de notícias AFP que ele embarcaria em um avião com destino à Argélia.

O segundo homem foi detido pouco depois na região de Paris, segundo noticiaram veículos de imprensa.

Os dois suspeitos foram levados à custódia policial sob suspeita de roubo organizado e conspiração criminosa. Eles podem ficar detidos por até 96 horas. Ainda não há indicativos de que as joias foram recuperadas.

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Velocidade da investigação será determinante

Beccuau lamentou a divulgação pública das prisões, alertando que isso prejudicaria “os esforços dos 100 investigadores mobilizados” na busca pelas joias e pelos autores do crime.

A velocidade das apurações será um fato determinante para a polícia recuperar os itens roubados, uma vez que a expectativa é que as joias sejam desmembradas e os metais, derretidos.

O ministro do Interior, Laurent Nunez, também pediu confidencialidade enquanto parabenizava os investigadores “que trabalharam incansavelmente”, em uma publicação no X.

No assalto do último domingo, os ladrões usaram uma escada extensível de um caminhão de mudanças roubado e, usando equipamentos elétricos de corte, quebraram a janela do primeiro andar do museu e invadiram a Galeria de Apolo, que abriga joias reais.

Eles deixaram cair uma coroa cravejada de diamantes e esmeraldas ao fugir pela mesma escada, mas conseguiram roubar outras oito peças, incluindo um colar de esmeraldas e diamantes que Napoleão Bonaparte deu à sua esposa, a imperatriz Maria Luísa.

“Preocupação com as joias”

O roubo ganhou destaque mundial e gerou um debate na França sobre a segurança das instituições culturais.

O diretor do Louvre admitiu que os ladrões se aproveitaram de um ponto cego na vigilância das paredes externas do museu.

Mas Beccuau afirmou que câmeras de segurança públicas e privadas em outros locais permitiram aos detetives rastrearem os ladrões “em Paris e nas regiões vizinhas”.

Os investigadores também conseguiram encontrar amostras de DNA e impressões digitais no local, em itens deixados pelos ladrões ao fugir, incluindo luvas, um colete refletivo, um maçarico e ferramentas elétricas.

Nunez expressou sua “preocupação com as joias” em entrevista à revista francesa La Tribune Dimanche neste domingo. “O saque infelizmente muitas vezes é escondido no exterior. Espero que não seja o caso”, disse.

Assaltos a museus

O roubo no Louvre é o mais recente de uma série de assaltos a museus franceses. Menos de 24 horas após o assalto ao Louvre, um museu no leste da França relatou o roubo de moedas de ouro e prata após encontrar uma vitrine quebrada.

Em setembro, criminosos invadiram o Museu de História Natural de Paris, levando pepitas de ouro avaliadas em mais de US$ 1,5 milhão. Uma mulher chinesa foi detida e acusada de envolvimento no roubo.

A ministra da Cultura, Rachida Dati, disse no X na sexta-feira que solicitou os resultados de uma investigação sobre a segurança do Louvre até o início da próxima semana, a fim de “anunciar medidas concretas para proteger” o museu. (Com agências internacionais)

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