
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (4) que o governo de Cuba está “a ponto de cair” e lembrou que a economia do país – devastada por anos de embargo americano e má gestão interna – está em ruínas. Ele acrescentou que essa situação irá agora piorar porque Cuba não terá mais acesso ao petróleo venezuelano.
“Cuba parece estar a ponto de cair, está definitivamente afundando. Não sei como eles vão conseguir se manter à tona, eles não têm renda. Toda a sua renda vinha da Venezuela, do petróleo venezuelano”, declarou o presidente dos EUA. “Muitos cubano-americanos ficarão muito felizes conosco”, acrescentou. “Vamos acabar falando sobre Cuba, porque está em declínio e queremos ajudar o povo”, afirmou.
Em entrevista a jornalistas a bordo do avião Air Force One, Trump argumentou que, dada a grave situação econômica da ilha, uma operação semelhante à que capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas no sábado não seria necessária. “Não acho que precisamos de qualquer ação”, afirmou Trump, que no dia anterior havia dito que considerava o governo cubano muito semelhante ao venezuelano.
Rubio evita resposta clara
Por sua vez, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, evitou dar uma resposta clara sobre a ilha, durante entrevista no domingo, limitando-se a dizer que “o governo cubano é um grande problema”. Rubio, ex-senador pela Flórida e filho de imigrantes cubanos, há muito afirma que Cuba é uma ditadura que oprime seu povo.
“Não vou falar agora sobre quais serão nossos próximos passos ou políticas a respeito disso. Mas acho que não é segredo que não somos exatamente admiradores do regime cubano”, disse ele à emissora NBC News.
“Este é o Hemisfério Ocidental. É aqui que vivemos e não vamos permitir que o Hemisfério Ocidental seja uma base de operações para os adversários, concorrentes e rivais dos Estados Unidos”, acrescentou, ecoando a nova estratégia de segurança nacional dos EUA.
As autoridades cubanas convocaram uma manifestação em apoio ao governo venezuelano e criticaram a operação militar dos EUA. Em comunicado, elas pediram a “todas as nações da região que permaneçam vigilantes, porque a ameaça paira sobre todos nós”. (Com agências internacionais)






