
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), é citado em conversas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de acordo com relatório da Polícia Federal (PF)
Liquidado pelo Banco Central no final de 2025, o Master é investigado pela suposta emissão de R$ 12 bilhões em títulos falsos, operação que o governo federal classifica como “a maior fraude bancária” da história do País.
Por decisão de Toffoli, o caso tramita no STF, mas o foro adequado é a primeira instância da Justiça. O juiz argumentou que estão envolvidas autoridades que se beneficiam de foro privilegiado, razão pela qual também decretou segredo de Justiça.
A PF apreendeu o celular de Vorcaro na Operação Compliance Zero. A menção a Dias Toffoli deve impulsionar os questionamentos sobre suas supostas relações com o Banco Master. Na quarta-feira (11), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou ao ministro Luiz Edson Fachin, atual presidente do STF, o relatório sobre dados extraídos do celular do banqueiro.
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, as mensagens fazem menção ao pagamento pela compra do resort Tayayá, do qual uma empresa de Toffoli era sócia. Haveria também mensagens de Vorcaro para Toffoli. De acordo com fonte ouvida pelo jornal, os dois estariam marcando um encontro.

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Na mira da PF está o repasse de dinheiro a Toffoli por uma empresa chamada Maridt, que vendera em 2021 sua participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, para um fundo ligado ao Banco Master.
Em resposta, o gabinete de Toffoli negou nesta quinta-feira (12) que ele tenha qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro. Além disso, afirmou que o ministro é sócio da Maridt, bem como seus irmãos, sendo os parentes responsáveis pela administração da empresa. Uma primeira nota já havia chamado de “ilações” as menções ao seu nome pela PF.
O escândalo atingiu tamanha magnitude, que qualquer justificativa de Dias Toffoli, por mais verossímil que seja, não será considerada. O simples fato de ter viajado à capital peruana na companhia de um dos advogados do Master já era motivo para o ministro se declarar impedido de relatar o caso.
Diante dos desdobramentos das investigações da Operação Compliance Zero, ganhou força no STF o movimento para que Toffoli deixe a relatoria do caso Master. Se não o fizer, o presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, poderá afastá-lo “ad cautelam” por decisão de ofício.
O UCHO.INFO, a exemplo do que noticiou em matérias anteriores (links acima), o ministro Dias Toffoli deveria se imbuir de coragem e requerer aposentadoria antecipada, pois sua permanência no STF desgastará ainda mais a imagem da máxima instância do Judiciário nacional.





