
Desde o surgimento da polêmica envolvendo o Banco Master e Dias Toffoli, o UCHO.INFO tem afirmado que o ministro perdeu as condiçõesbásicas necessárias para continuar integrando a mais alta Corte do Judiciário brasileiro. Entendemos que caso o Supremo Tribunal Federal (STF) não consiga se livrar de Toffoli, em breve o tribunal será palco de um “abraço de afogados”.
Não se trata de duvidar ou condenar antecipadamente Dias Toffoli no caso do resort Tayayá, mas sua postura controversa como relator do inquérito do Banco Master lançou um cipoal de suspeitas e alimentou teorias das mais diversas, que, por enquanto, encontram-se na vala da maledicência. Contudo, em ano de eleições, tal cenário funciona como agitador de golpistas.
Nesta quinta-feira (25), a CPI do Crime Organizado, em tramitação no Senado, aprovou requerimento de quebra de sigilo da Maridt Participações, empresa da qual o ministro Dias Toffoli é sócio e que recebeu pagamentos de fundo de investimentos ligado ao Master pela venda do Tayayá.
A CPI do Crime Organizado foi além e aprovou a convocação dos irmãos do ministro do STF, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, gestores da Maridt. É obrigatória a presença de ambos para prestar depoimento à CPI é obrigatória. Por outro lado, o convite ao ministro, devidamente aprovado, não pressupõe obrigação de comparecer.
Antes de assumir a relatoria do inquérito do Banco Master, agora sob a responsabilidade do ministro André Mendonça, o “terrivelmente evangélico”, Toffoli deveria ter se declarado impedido como forma de poupar o STF de escândalo e não expor as entranhas de um negócio que continua produzindo fumaça.
Considerando que a cunhada do ministro Dias Toffoli, casada com José Eugênio, disse que o marido nunca foi dono de resort, não sem antes mostrar a repórteres pontos de deterioração da própria residência, na cidade paulista de Marília, o comparecimento à CPI tem tudo para produzir um desastre.
Por outro lado, José Carlos Dias Toffoli, conhecido como Padre Carlão, está afastado de suas funções paroquiais ativas na Diocese de Marília desde novembro de 2021. O afastamento da Paróquia Sagrada Família foi motivado pelo fato de Padre Carlão ter se tornado sócio do resort Tayayá.
De acordo com a Diocese de Marília, o afastamento de Carlão foi para “estudo e fortalecimento espiritual”. Atualmente, José Carlos Dias Toffoli mantém o título de cônego, ou seja, sem remuneração e com permissão para atuar em regime de “uso de ordens”, podendo rezar missas apenas em determinadas ocasiões.
No Brasil, todo escândalo tem a respectiva fervura amainada com o tempo, mas o ministro Dias Toffoli, além de poupar o STF dos desdobramentos de um inegável escândalo, poderia minimizar os efeitos colaterais do caso no âmbito familiar.
A melhor saída para o ministro Dias Toffoli é requerer aposentadoria antecipada e mergulhar no ostracismo por algum tempo. Resta saber se o excesso de vaidade cederá espaço ao necessário bom-senso.




