
O presidente Donald Trump está discutindo com seus assessores qual papel os Estados Unidos poderiam ter no Irã após a campanha militar, enquanto a inteligência americana monitora relatos de que Mojtaba Hosseini Khamenei, filho do líder supremo do Irã assassinado, emergiu como o principal candidato a sucedê-lo, informou a Casa Branca nesta quarta-feira (4).
“Nós também vimos esses relatos, é claro, e isso é algo que nossas agências de inteligência estão analisando. A verdade é que teremos que esperar para ver”, disse a repórteres a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Leavitt acrescentou que Trump estava discutindo com sua equipe de segurança nacional qual papel Washington poderia ter no futuro do Irã após o término da operação, mas que o foco principal no momento era o sucesso da operação militar.

O filho do aiatolá Ali Khamenei, Mojtaba, emergiu como o principal candidato a suceder seu falecido pai como líder supremo do Irã, após anos forjando laços estreitos com a elite da Guarda Revolucionária e construindo influência entre o clero.
O sucessor de Khamenei deverá ser nomeado pelo principal órgão clerical, a Assembleia de Peritos. Um de seus membros, Ahmad Khatami, declarou à mídia estatal iraniana nesta quarta-feira que espera eleger o líder supremo “na primeira oportunidade”.
Entre os candidatos ao cargo máximo estão Alireza Arafi, um dos três membros do conselho interino que governa o país, o linha-dura Mohsen Araki e até mesmo Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica em 1979.
Mojtaba Khamenei, de 56 anos, representaria uma transição hereditária que seu pai rejeitava como ideia em 2024. (Com agências internacionais)



