Master: prisão de Vorcaro e possibilidade de delação aterrorizam o meio político em Brasília

A prisão de Daniel Vorcaro, protagonista da maior fraude bancária da história do Brasil, de acordo com o ministro Fernando Haddad (Fazenda), não surpreende.

Vorcaro sequer deveria estar em liberdade monitorada, pois, além da sua capacidade financeira permitir múltiplos malabarismos criminosos, ele representa perigo iminente a muitas pessoas, a começar pelo jornalista Lauro Jardim (O Globo), a quem manifestamos solidariedade e apoio.

No Brasil, políticos, autoridades e endinheirados – em sua maioria – creem estar acima da lei e de todos, ameaçando aqueles que denunciam suas transgressões.

O editor do UCHO.INFO e sua família foram alvo de perseguições e intimidações covardes, durante longos, apenas porque não se rendeu ao dinheiro imundo dos poderosos (sic) e manteve-se fiel ao bom e velho jornalismo.

Com a nova prisão de Daniel Vorcaro, além do novo ritmo das investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, a política em Brasília rompeu a quarta-feira em clima de muita tensão.

O motivo de tanta preocupação tem explicação. Contratada a peso de ouro, a defesa de Vorcaro reconhece – já admitiu anteriormente – que o ex-banqueiro não tem perfil para suportar longo período atrás grades. Em outras palavras, sem aceitar ficar longe do glamour e da gastança, é o típico criminoso do “colarinho branco”.

Considerada inevitável, em especial pela grandiosidade financeira dos crimes cometidos, a condenação de Vorcaro é questão de tempo, o que significa uma temporada na prisão.

Para reduzir o peso da condenação, um acordo de colaboração premiada voltou ao radar da defesa de Vorcaro, que por enquanto prefere não admitir publicamente a possibilidade de delação.

Considerando que delatar é a única saída para Daniel Vorcaro, não se deve descartar um terremoto na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Por outro lado, as farmácias da capital dos brasileiros já sentem o crescimento do faturamento com a venda de tranquilizantes e indutores do sono. Afinal, entre polpudas propinas e bacanais, muita gente apostou na impunidade.