
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira (9), a bordo de um porta-aviões francês enviado ao Mediterrâneo, que a França e seus aliados preparam uma missão “defensiva” para reabrir o Estreito de Ormuz.
A retaliação iraniana após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã interrompeu o fluxo de petróleo e gás por um dos mais importantes gargalos do transporte marítimo de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), elevando os preços do petróleo a um patamar acima de US$ 100 por barril.
Mais cedo, durante uma visita ao Chipre, no Mar Mediterrâneo, Macron disse que a missão envolveria a escolta de navios de transporte de contêineres e petroleiros para reabrir gradualmente o Estreito de Ormuz “após o fim da fase mais tensa do conflito”.
“Isso é essencial para o comércio internacional, mas também para o fluxo de gás e petróleo, que precisa voltar a escoar desta região”, disse o presidente francês, acrescentando que a missão envolveria países europeus e não europeus.
A bordo do porta-aviões francês Charles de Gaulle, Macron afirmou que a duração da guerra depende dos objetivos dos Estados Unidos e de Israel, mas alertou que a mudança de regime no Irã não ocorrerá com ataques aéreos. Ele alertou que a “fase intensa” da guerra poderá durar “vários dias, talvez várias semanas”.
Macron estava no Chipre em demonstração de apoio, após um drone iraniano ter atingido uma base aérea britânica na costa sul da ilha na semana passada.
Ele disse que a França enviaria oito navios de guerra, dois porta-helicópteros e o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, equipado com vinte caças Rafale, para o Mediterrâneo Oriental e o Oriente Médio a fim de ajudar a reforçar a segurança. (Com Deutsche Welle)






