
Em 22 de julho de 2024, Donald Trump usou as redes sociais para zombar de Joe Biden. Na ocasião, Biden desistiu de concorrer à reeleição.
Na plataforma Truth Social, Trump, no melhor estilo humorista de lupanar, escreveu: “É um novo dia e Joe Biden não se lembra de ter abandonado a disputa ontem! Ele está pedindo sua agenda de campanha e marcando conversas com os presidentes Xi, da China, e Putin, da Rússia, sobre o possível começo da Terceira Guerra Mundial. Biden está ‘afiado, decisivo, enérgico e pronto pra luta!’”.
Não é apenas no universo da Física que a Terceira Lei de Newton, da ação e reação, encontra espaço para se fazer presente. Dos momentos comezinhos aos fatos precípuos, a lei de Newton dá o ar da graça a todo instante.
Não bastasse o viés esquizofrênico que ronda a Casa Branca, Trump dá demonstrações de estar tomado por ciclotimia irreversível, o que faz do presidente americano uma pessoa desacreditada em termos de declarações.
Na segunda-feira (16), Trump requereu aos países que integram a Otan o envio de embarcações militares para tentar desobstruir o Estreito de Ormuz, por onde circula um quinto do petróleo comercializado no planeta. Diferentemente do que esperava, o mandatário estadunidense ouviu sonoros e múltiplos nãos.
Nesta terça-feira (17), após vexame internacional, Donald Trump, que ousou dividir com outras nações os efeitos da guerra contra o Irã, mudou o discurso.

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. Trump fracassou ao tentar dividir com outros países os efeitos da guerra contra o Irã
Alegando “não estar surpreso” com a atitude dos aliados, Trump disse que sempre considerou a Otan uma “via de mão única”.
“Devido ao fato de termos obtido tal sucesso militar, não ‘precisamos’ mais, nem desejamos, a assistência dos países da Otan. Nunca precisamos! O mesmo vale para o Japão, a Austrália ou a Coreia do Sul”, escreveu ele nas redes sociais.
“Na verdade, como presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso do mundo, não precisamos da ajuda de ninguém”, completou.
Donald Trump embarcou em uma guerra desnecessária ao acreditar na retórica oportunista do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mas agora deseja arrastar outros países para o olho do furacão.
A guerra contra o Irã tem custado aos cofres americanos US$ 1 bilhão a cada dia, sem contar os prejuízos decorrentes da elevação dos preços do petróleo no mercado internacional e os danosos efeitos dos primeiros sinais de falta de diesel nos EUA.
Contudo, apesar da barbárie, a guerra contra o regime dos aiatolás não foi em vão para Donald Trump. Desde o início dos ataques à antiga Pérsia até hoje, o escândalo sexual capitaneado por Jeffrey Epstein, que cometeu suicídio, perdeu força na imprensa americana.





