Após ultimato de Trump, Irã ameaça fechar totalmente Ormuz e atacar usinas em toda a região

As Forças Armadas iranianas ameaçaram neste domingo (22) fechar “completamente” o Estreito de Ormuz e destruir os interesses econômicos dos Estados Unidos na região caso Washington ataque as usinas de energia do país.

“O Estreito de Ormuz será completamente fechado e não será reaberto até que nossas usinas de energia destruídas sejam reconstruídas”, declarou Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, que coordena as Forças Armadas iranianas.

O oficial militar afirmou que, caso Washington cumpra sua ameaça, Teerã adotará uma série de “medidas punitivas” imediatas, incluindo o fechamento total dessa via navegável estratégica, assim como ataques à infraestrutura de energia e tecnologia da informação em Israel, a empresas na região com participação dos EUA e a usinas de energia em países que abrigam bases militares americanas.

“Tudo está preparado para uma grande jihad com o objetivo de destruir completamente todos os interesses econômicos dos EUA na região”, assegurou.

Esta foi a resposta de Zolfagari ao ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, que na noite anterior deu ao Irã 48 horas para abrir “totalmente” o Estreito de Ormuz; caso contrário, advertiu que atacaria as usinas de energia do país.

O porta-voz insistiu que o Irã não iniciou o conflito e não lançaria ataques contra a infraestrutura energética, mas ressaltou que responderia “sem limites” se suas instalações fossem atacadas. Horas antes, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também havia alertado que o Irã atacaria e destruiria infraestrutura vital de energia e petróleo em toda a região se as ameaças dos EUA se concretizassem.

Por sua vez, o representante do Irã na Organização Marítima Internacional afirmou que o estreito permanece aberto à navegação internacional, “exceto para inimigos”, sob as condições de segurança estabelecidas por Teerã.

O Estreito de Ormuz tornou-se o epicentro do caos após a escalada das hostilidades, interrompendo uma das principais rotas energéticas do mundo e elevando os preços do petróleo.

O petróleo Brent para entrega em maio atingiu US$ 112,91 por barril, seu nível mais alto desde julho de 2022. (Com agências internacionais)