
Como sempre afirma o UCHO.INFO, qualquer comissão parlamentar de inquérito é, antes de tudo, palanque político, principalmente em ano de eleições. O objetivo principal, investigar determinado fato, normalmente desmorona com o passar dos dias.
Com o intuito de conseguir holofotes nos últimos dias de tramitação, a CPMI do INSS fracassou na tentativa de localizar Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro, para convocá-la a prestar depoimento.
O sensacionalismo rasteiro que grassa na comissão é absurdo e condenável, pois não há nexo causal entre o relacionamento de Graeff com Vorcaro e o objeto da CPMI do INSS.
No caso de o Banco Master ter participado dos descontos indevidos nos vencimentos de aposentados e pensionistas do INSS, cabe à CPMI convocar ex-dirigentes da instituição financeira para depoimento, não a ex-namorada de Vorcaro.
Com residência em Miami (EUA), Martha Graeff não respondeu à tentativa de intimação por WhatsApp. Diante desse cenário, a CPMI, sem qualquer justificativa legal, cogita optar por medida coercitiva ou acionar a Justiça por descumprimento, o que configuraria escárnio.
O prazo de funcionamento da CPMI do INSS termina em 28 de março não há tempo hábil para eventual – e descabido – depoimento de Martha Graeff. Além disso, a ex-namorada de Daniel Vorcaro pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal para não comparecer à sessão da comissão ou permanecer em silêncio durante eventual depoimento.
Não bastasse o criminoso vazamento e publicação de mensagens íntimas trocadas entre Vorcaro e Martha, a CPMI quer atrair a atenção da sociedade em seus derradeiros dias de funcionamento.






