Ratinho Júnior desiste de concorrer à Presidência e diz que concluirá mandato de governador do Paraná

Governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD) informou, nesta segunda-feira (23), ter desistido da pré-candidatura à Presidência do Brasil e que vai concluir o seu segundo mandato como chefe do Executivo paranaense até dezembro de 2026.

O governador era um dos três possíveis candidatos à Presidência do PSD e o preferido pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab. Com a desistência, os nomes cotados do PSD são Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás. A decisão também causa impacto na sucessão no Paraná.

Ratinho Júnior era o pré-candidato do PSD com melhor desempenho nas pesquisas para as eleições presidenciais deste ano. No mais recente levantamento realizado pelo instituto Quaest, realizado no corrente mês, Ratinho Junior aparecia com 7% das intenções de voto nos cenários de primeiro turno, contra 4% de Ronaldo Caiado e 3% de Eduardo Leite.

No cenário de segundo turno, Ratinho aparecia com 33%, nove pontos atrás de Lula, que tinha 42%. A vantagem do presidente é maior contra Caiado (12 pontos) e Eduardo Leite (16 pontos).

O governador apresentava sua pré-candidatura como alternativa à polarização política, ao mesmo tempo em que defendia anistia “ampla e irrestrita” aos condenados pelo 8 de janeiro.

Há menos de duas semanas, o senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se encontrou com o governador do Paraná e pediu que desistisse da campanha e apoiasse o filho do ex-presidente e golpista na corrida ao Palácio do Planalto.

De acordo com comunicado divulgado pela assessoria de imprensa de Ratinho Júnior, a desistência foi decidida na noite de domingo (22) “após profunda reflexão com a família”. A decisão foi levada ao conhecimento do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nesta segunda-feira.

O comunicado afirma que o governador do Paraná continuará à disposição do PSD “para ajudar o Brasil a virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens, ser destravado com menos burocracia, endurecimento de leis criminais e tenha o agronegócio brasileiro como trunfo na competição global entre nações”.