Secretário-geral da ONU adverte que morte de capacetes azuis no Líbano pode ser crime de guerra

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, advertiu que os ataques no Líbano que causaram a morte de membros das Forças de Paz da ONU podem constituir um crime de guerra e afirmou que os responsáveis deverão “prestar contas”.

Foi o que explicou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em comunicado divulgado nas últimas horas após ser noticiada a morte de três militares do contingente indonésio da Força Provisória das Nações Unidas para o Líbano (Unifil) em um período de 24 horas.

“Os ataques contra membros das forças de manutenção da paz constituem graves violações do direito internacional humanitário e da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança, e podem constituir crimes de guerra. Será necessário que os responsáveis prestem contas”, afirmou o porta-voz.

Os ataques contra os capacetes azuis (como são conhecidos os membros de forças da ONU) ocorreram no sul do país, em meio às hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, num conflito que ocorre paralelamente à guerra no Irã.

“Este é um dos inúmeros incidentes que têm colocado em risco a segurança dos membros das forças de manutenção da paz, inclusive nas últimas 48 horas”, declarou o porta-voz antes de pedir às partes que cumpram o direito internacional e “garantam a segurança do pessoal e dos bens das Nações Unidas em todos os momentos”.

“A ONU insta as partes a reduzirem imediatamente a tensão e a cumprirem integralmente as obrigações que lhes incumbem nos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança”, enfatizou na mensagem.

De acordo com o último balanço oficial, a ofensiva israelense contra o Líbano já deixou 1.189 mortos e 3.427 feridos. (Com agências internacionais)