
Em meio a temores de que a frágil trégua possa ruir no Golfo Pérsico, crescem os apelos internacionais para que o cessar-fogo também inclua o Líbano.
“As ações israelenses estão colocando o cessar-fogo entre EUA e Irã sob forte pressão. A trégua com o Irã deve se estender ao Líbano”, disse a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, condenou os ataques como “inaceitáveis”, enquanto sua homóloga britânica, Yvette Cooper, pediu que o cessar-fogo inclua o Líbano.
O gabinete do primeiro-ministro libanês disse que quinta-feira seria “um dia nacional de luto pelos mártires e feridos dos ataques israelenses que alvejaram centenas de civis inocentes e indefesos”.
A última onda massiva de ataques israelenses no Líbano matou 300 pessoas, de acordo com autoridades de Beirute.
O Hezbollah disse ter disparado foguetes contra Israel em resposta ao que chamou de violação da trégua.
Sem recuo
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu divulgou nesta quinta-feira (09/04) uma mensagem para os cidadãos do norte de Israel na qual enfatizou que “não há cessar-fogo no Líbano”.
“Gostaria de informar: Não há cessar-fogo no Líbano. Continuamos a atacar o Hezbollah com toda a força e não pararemos até restaurarmos a sua segurança”, diz a mensagem publicada pelo gabinete do primeiro-ministro.
A mensagem foi divulgada após o premiê publicamente divulgar que Israel iniciaria conversas com o governo do Líbano com o objetivo de desarmar os membros da milícia libanesa Hezbollah, apoiada pelo Irã, e estabelecer relações entre os dois países vizinhos.
Netanyahu elencou os objetivos de Israel: desarmar o Hezbollah e “garantir um acordo de paz histórico e sustentável entre Israel e o Líbano”.
O Líbano, por sua vez, exigiu que haja um cessar-fogo antes do início das conversas, afirmou um alto funcionário do governo libanês à Agência France-Press (AFP), após a divulgação do comunicado de Netanyahu, em condição de anonimato.
Apesar do cessar-fogo negociado entre Teerã e Washington na guerra do Irã, as forças armadas israelenses atacaram o Líbano na quarta-feira (8), inclusive na capital Beirute, matando 300 pessoas no país, segundo o Ministério da Saúde libanês. Foi o ataque israelense mais mortal ao Líbano desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. O governo israelense diz que a ofensiva teve como alvo o Hezbollah.
Países como França, Reino Unido, Espanha e representantes da União Europeia têm pressionado para que o Líbano faça parte do acordo de cessar-fogo fechado com o Irã. (Com agências internacionais)






