
A polêmica novela envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB) e o Banco Master continua rendendo capítulos extras. Enquanto isso, a Polícia Federal avança no âmbito da Operação Compliance Zero, com direito a prisões e bloqueio de bens e valores.
Nesta quarta-feira (22), o BRB realizou assembleia-geral extraordinária de acionistas, que resultou na aprovação de aumento do capital da instituição financeira no montante de R$ 8,8 bilhões. Tal manobra foi necessária devido ao prejuízo deixado pela compra de carteira de créditos fraudulentos do Master.
Votaram pela aprovação o Governo do Distrito Federal (GDF), que detém 56,48% das ações ordinárias do BRB, e o Iprev-DF (Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal), com 18,73%. Já a ANEABRB (Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionista do BRB), com 13,55%, foi contra a proposta.
O GDF não tem os recursos necessários para fazer o aporte no banco e tenta conseguir o valor através de um processo de captação. Para não ter sua participação diluída, o governo de Celina Leão (PP) terá de aportar, no caso do valor máximo, cerca de R$ 5 bilhões no BRB.

Nos últimos dias, a governadora Celina Leão tem criticado o governo do presidente Lula, que até o momento negou a possibilidade de socorrer o BRB.
Celina Leão é conhecida por defender a radicalização que move a direita brasileira, que no Congresso Nacional ganha voz por meio do chamado “centrão”, o que há de mais peçonhento na política nacional.
O mesmo “centrão” que no Parlamento cobra do governo federal a contenção de gastos como forma de alcançar o equilíbrio fiscal, agora bate à porta do Palácio do Planalto para salvar o BRB.
É importante lembrar que, até recentemente, o GDF era comandado por Ibaneis Rocha, que ignorou suas obrigações como governador ao ser leniente com o movimento golpista de 8 de janeiro de 2023.
Se há um segmento onde não existe o mais exíguo espaço para a coerência, esse certamente é a política brasileira.





