Flávio tenta explicar declaração sobre a Constituição, mas revela ter a essência golpista do pai

Senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro não honra as próprias palavras. Em agosto, Flávio afirmou que o pai, Jair Bolsonaro, golpista condenado e preso, poderá ser ministro do seu governo, caso vença a corrida presidencial.

Após terminar o primeiro turno das eleições na dianteira, Flávio mudou o discurso e disse que o pai será sempre seu professor. De tal modo, não é errado concluir que um professor golpista tende ensinar o discípulo a ser como tal.

Na terça-feira (6), Flávio, embalado pelos resultados das eleições, afirmou que com maioria no Congresso Nacional mudará a Constituição e restabelecerá a democracia no País.

Ultrapassa as fronteiras da afronta alguém que ao mesmo tempo sugere atropelar a Constituição e fala em democracia. Eis uma inequívoca declaração que flerta com o totalitarismo.

Nesta quarta-feira (7), diante da repercussão da própria fala, Flávio tentou se explicar, mas, como profetizou o poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage, “a emenda saiu pior que o soneto”.

O senador destacou que sua intenção ao alterar a Carta Magna é promover a reforma do Judiciário, reduzir a maioridade penal e extinguir a reeleição. Trata-se de uma declaração irresponsável que aponta na direção do golpe, pois fere cláusulas pétreas da Constituição.

Como afirmamos em várias matérias anteriores, a sabedoria popular prega que “quem sai aos seus não degenera”, ou seja, Flávio carrega a essência golpista do pai e representa gravíssima ameaça à democracia, algo que os brasileiros de bem têm o direito e o dever de barrar no próximo dia 25 de outubro.

Além disso, é importante ressaltar que políticos e partidos que já declararam apoio a Flávio Bolsonaro na segunda etapa da corrida presidencial serão cúmplices de inequívoco e inquestionável golpe.