Pária internacional, Milei é acusado pelo Itamaraty de interferência nas eleições brasileiras

O Ministério das Relações Exteriores acusou o presidente da Argentina, Javier Milei, de tentar interferir na eleição presidencial brasileira. Sabujo de primeira hora, Milei é mero serviçal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que trabalha para impor à América do Sul o delírio criminoso da ultradireita.

Em nota divulgada nesta terça-feira (20), o Itamaraty afirmou que “as novas ofensas” do argentino, “desta vez dirigidas ao Poder Judiciário e ao sistema de voto eletrônico, constituem nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro.”

Mais cedo, Milei, que é de ultradireita e apoia Flávio Bolsonaro, escrevera numa rede social sobre a campanha do presidente Lula: “A máscara está caindo para esses delinquentes… Espero que o último truque sujo de campanha deles não inclua roubar a eleição… esquerdista ladrão.”

De acordo com a pasta, a manifestação de Milei é “antidemocrática”, “inaceitável”, “desequilibrada” e não condiz com a “postura que deve ter o chefe de Estado de um país amigo.”

“A decisão sobre o futuro do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro, que se manifestará livremente nas urnas,” finalizou o ministério, reforçando que o sistema brasileiro de voto eletrônico é comprovadamente seguro.

Turbulência diplomática

A possibilidade de interferência externa dominou a pauta das eleições deste ano, sobretudo em razão da escalada de pressão exercida pelo presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, sobre o governo brasileiro.

Os laços diplomáticos entre Brasil e Argentina estão estremecidos desde julho, quando Milei participou do ato de lançamento da campanha de Flávio à Presidência. No evento, o argentino chamou Lula de “presidiário” e “ladrão”, acusando-o de “desperdiçar” o dinheiro público do Brasil.

Ele ainda apoiou abertamente a candidatura de Flávio, afirmando que ele é o único político capaz de “parar o lixo socialista” nas urnas. Desde então, Milei reiterou os insultos em entrevistas à imprensa argentina e em redes sociais.

O Brasil, em resposta, dispensou o embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Raimondi, e decidiu não enviar o embaixador brasileiro a Buenos Aires enquanto continuarem os insultos do presidente do país vizinho a Lula.