Incoerência 2: Dilma lamenta morte de camaradas na ditadura, mas ignora os que tombaram do outro lado

dilma_rousseff_1110

Todo fato tem obrigatoriamente dois lados. E é preciso analisar ambos para ter-se compreensão do fato. Quando apenas um lado é analisado, prevalece o egoísmo de pensamento e o interesse escuso. Não se pode negar que esse exercício é complexo e requer flexibilidade e isenção, mas quando na pauta estão fatos históricos esse comportamento é imprescindível.

Apeada do poder central por incorrer em crime de responsabilidade, Dilma Vana Rousseff mergulhou no ostracismo depois que aterrissou em Porto Alegre. A entrevista concedida à jornalista Natuza Nery, do jornal “Folha de S. Paulo”, revela o marasmo que tomou conta da vida da petista, que sequer arrisca falar sobre política.

Questionada se em algum momento, durante e depois do processo de impeachment, chegou às lágrimas, Dilma respondeu negativamente, mas fez ressalvas. “Não. [Mas] sou capaz de chorar assistindo a um filme”. A petista ressalvou que chora ao se lembrar dos amigos que perdeu na ditadura militar.

“Eu tenho muita dó dos que morreram, imensa. Porque é gente como eu, mas que morreu aos 30 anos. Me dá uma gastura enorme. Não gosto de pensar”, lamentou a ex-presidente da República.


Nenhuma morte é merecedora de explicação, nem mesmo a do mais ácido e truculento adversário. Até porque, não se comemora o calvário do inimigo. Porém, é preciso ter ciência do risco que se assume em determinadas empreitadas.

No mais negro período da história nacional, os esquerdistas – Dilma incluída – lutavam para implantar no Brasil uma ditadura comunista, nos moldes da que existia na União Soviética e países do leste europeu. A direita, personificada nos militares, conteve essa tentativa de esquerdização do País com um golpe, que no primeiro momento foi eficiente, pois impediu o pior, mas errou feio nos capítulos seguintes.

Nesse enfrentamento ocorreram baixas de ambos os lados, o que exige lamentar pela morte de todos, independentemente de ideologias. Dilma, assim como os integrantes da esquerda verde-loura, crê ser justificável a morte daqueles que estavam a serviço da ditadura, mas maneta a morte dos terroristas que agiram em nome de um projeto que, se consumado, teria levado o Brasil ao radicalismo esquerdista, no melhor estilo Venezuela e suas penúrias.

Dilma deveria chorar por todos os que morreram na plúmbea era brasileira, pois nenhum ser humano é melhor que o outro por conta de sua ideologia. A ex-presidente poderia ter dó não apenas dos que morreram de um lado, mas dos que tombaram do outro lado também. E por Dilma pensar e agir assim fica claro que ela jamais poderia ter chegado ao mais alto cargo da nação, posto que exige doses extras de coerência, algo que lhe falta.

apoio_04