
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, antecipou a volta a Brasília para o início desta semana, na tentativa de conter os efeitos colaterais do escândalo do Banco Master, que já impacta a imagem do tribunal.
Fachin começou a contatar os demais ministros na segunda-feira (20) para tratar do caso, que tem o ministro Dias Toffoli no centro da polêmica. O presidente do STF retornou à capital federal na noite de ontem, ocasião em que começou a contatar os colegas de tribunal.
Nesta terça-feira (20), Fachin segue para São Luís (MA), onde se reunirá com o ministro Flávio Dino. Para tratar do assunto. A pauta dos telefonemas e das reuniões é a permanência de Dias Toffoli como relator do caso Master.
Toffoli tem tomado decisões questionáveis e nada republicanas, as quais provocaram reações na Polícia Federal e na Procuradoria-Geral da República (PGR).
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Como afirmou o UCHO.INFO em matéria anterior, o ministro Dias Toffoli deveria impregnar-se de coragem e requerer aposentadoria antecipada, mesmo a legislação garantindo sua permanência na Corte até 2042, quando terá de se aposentar compulsoriamente.
Caso os demais ministros decidam afastá-lo da relatoria do caso Master, Toffoli sairá apequenado e terá sua isenção questionada a todo instante. Resumindo, será um “fantasma” a perambular pela Suprema Corte, comprometendo sobremaneira imagem da instância máxima do Judiciário brasileiro.
A teia de coincidências que ronda o escândalo do Banco Master sugere que o melhor caminho para Toffoli é o de volta para casa. Mesmo assim, sairá da Corte muito menor do que quando entrou.






